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G7: Negócio francês com Rússia mancha ameaça de novas sanções

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G7: Negócio francês com Rússia mancha ameaça de novas sanções

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A ameaça de mais sanções contra a Rússia se continuar a destabilizar a Ucrânia é a mensagem unânime da cimeira do G7, que decorreu em Bruxelas, quarta e quinta-feira.

Três dos líderes europeus vão tentar convencer o Presidente Vladimir Putin a aceitar a via diplomática quando se reunirem com ele em França.

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, disse que “há um caminho que a Rússia pode escolher e que passa por dialogar diretamente com o Presidente Petro Poroshenko agora! Deve tomar esse caminho, mas se ele não o fizer não temos outra opção senão reagir”.

EUA, Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido e Itália suspenderam a Rússia do G8 em Março, quando esta anexou a região ucraniana da Crimeia.

O professor de Política Internacional, John Kirton, disse à euronews que ficou “impressionado com a unidade dos países do G7 no que toca aos princípios fundamentais, mas também sobre o lote muito específico de ações que o Presidente russo deve tomar de imediato, porque caso não o faça há a firme promessa do G7 de rapidamente passar a uma nova fase de sanções”.

Mas apesar da unidade nas palavras, tal não acontece na prática, já que a França mantém a intenção de vender dois navios de guerra à Rússia. Um negócio que desagrada ao presidente norte-americano.

Obama disse que “tenho expressado algumas preocupações, e penso que não estou sozinho, sobre manter importantes negócios na área da defesa com a Rússia numa altura em que esse país viola a lei internacional. Penso que teria sido preferível suspendê-los”.

O correspondente da euronews, James Franey, realça que “os líderes do G7 são agora uma espécie de frente unida na pressão para o governo de Moscovo dialogar com o Presidente ucraniano recém-eleito. Mas subsistem dúvidas sobre se alguns países estão dispostos a comprometer os seus interesses económicos, se a Rússia se recusar a fazê-lo”.