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O "cinismo sem limites" dos líderes do G7

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O "cinismo sem limites" dos líderes do G7

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A Rússia falhou a cimeira do G8 em Bruxelas pela primeira vez em 17 anos, mas o país não foi esquecido pelo grupo composto pelas economias mais desenvolvidas do mundo.

Nos dois dias de reunião, os líderes do, agora, G7 apelaram à cooperação de Vladimir Putin na resolução da crise na Ucrânia e expressaram apoio total às ações de Kiev no leste do país.

Os sete países mais industrializados do mundo admitem avançar com novas sanções já no final de junho caso Moscovo mantenha o braço de ferro.

O chefe de Estado russo reúne-se, ainda hoje com o homólogo francês e com o chefe de governo britânico, em Paris, naquele que é o primeiro encontro desde a anexação da Crimeia.

O frente-a-frente com a chanceler alemã está agendado para esta sexta-feira à margem das comemorações dos 70 anos do desembarque na Normandia, em França.

Barack Obama que não tem poupado críticas à atuação de Moscovo não tem prevista qualquer reunião com Putin.

O primeiro-ministro russo já reagiu às declarações dos líderes do G7 que qualifica de “cinismo sem limites.” Dmitri Medvedev defende que a operação em curso no leste da Ucrânia tem por alvo a própria população, algo que considera inaceitável.

Inaceitável é para muitos manifestantes a quantidade de dinheiro gasto em cimeiras como a do G7 quando milhões de pessoas lutam para sobreviver.