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Dia-D/François Hollande: A liberdade não é um dado adquirido

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Dia-D/François Hollande: A liberdade não é um dado adquirido

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Uma das imagens mais esperadas do dia, em que se celebraram 70 ano do Desembarque dos Aliados na Normandia, foi obtida no Castelo Bénouville, local emblemático da Resistência: Obama, Putin e Porochenko, lado a a lado, pela primeira vez, em plena crise ucraniana e oposição ao ocidente.
A seguir ao almoço de Estado, os 20 chefes de Estado e de governo, nomeadamente as rainhas de Inglaterra e da Dinamarca, dirigiram-se para a cidade de Ouistreham, onde se realizou uma cerimónia internacional.
As crianças da cidade foram incumbidas da receção dos convidados.

28 845 soldados britânicos, apoiados por 177 fuzileiros franceses foram responsaveis pela tomada da praia de Sword, nome de código. Estava fortificada pela defesa alemã e também foi teatro de combates sangrentos: 630 soldados britânicos e 10 franceses morreram logo à chegada.

No dia 6 de junho de 1944, as praias da Normandia – rebatizadas com nomes de código – foram transformadas num inferno de ferro e sangue pelas posições de defesa alemãs contra as forças aliadas que desembarcavam. A ordem nazi era para disparar quando os soldados tivessem água pelos joelhos e se encontrassem, por isso, mais desprotegidos.
Hoje, num dia solarengo e excecional em tudo, 8.000 convidados, incluindo muitos veteranos, ocuparam um lugar privilegiado, enquanto os líderes mundiais tiveram de se contentar com a sombra.
O presidente francês, François Hollande prestou a desejada homenagem aos corajosos soldados do Exército Vermelho da ex-União Soviética, que contribuiram decisivamente para a vitória e também às vítimas alemãs do nazismo.
François Hollande fez o discurso numa tribuna na praia:
“A liberdade é um combate, a liberdade não é uma evidência, como alguns podem crer no seio das nações. Quem pensa que a liberdade é como o ar que respiramos, natural? E que nem vale a pena pensar nisso? A liberdade é um combate permanente, não se pode concebê-la como um dado adquirido.”
Depois da cerimónia oficial, foi apresentado um bailado com uma cenografia em quatro atos, quatro eventos históricos sobre o futuro da Europa: a Europa ocupada, o Dia mais Longo, o Espinhoso Caminho para a Vitória e os Caminhos da Paz e da Construção Europeia.
Todas estas celebrações do Dia-D ficam para a História. Nelas participaram crianças que nunca conheceram a guerra e que os líderes, que discursaram, alegadamente pretendem que continuem a desconhecer.