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O "Dia D" da crise ucraniana

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O "Dia D" da crise ucraniana

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Os líderes internacionais aumentam a pressão sobre a Rússia, entre a ameaça de novas sanções e um novo esforço para reatar o diálogo entre Moscovo e Kiev. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reuniu-se esta quinta-feira, em Paris, com Vladimir Putin, na véspera das comemorações do dia D na Normandia.

Um encontro glacial, alegadamente sem apertos de mão entre os dois líderes.

“Foi uma reunião com mensagens claras e firmes para lembrar que existe uma oportunidade para garantir uma Ucrânia próspera, pacífica e estável, em especial após as presidenciais, mas o impasse atual não é aceitável e precisa de ser ultrapassado. Precisamos que os russos reconheçam e se reúnam com o novo presidente ucraniano, precisamos de uma diminuição da tensão, de suspender o trânsito de armas e de homens através da fronteira, precisamos de agir em todas estas frentes”, afirmou o primeiro-ministro britânico à saída da reunião no aeroporto de Paris.

Em Berlim, o diálogo é a palavra de ordem de Angela Merkel que acolheu o presidente eleito ucraniano, Petró Poroshenko, durante um jantar informal, para falar do conflito no terreno mas também da recuperação da economia do país.

“As oportunidades abertas pela tomada de posse do novo presidente assim como o novo plano de paz para o leste da Ucrânia não podem ser desperdiçadas”, alertou Poroshenko em Berlim.

O novo líder ucraniano, que toma posse este sábado, em Kiev, deverá assistir, lado a lado com Putin, às cerimónias do dia D, esta sexta-feira. Na reunião do G7, sem a Rússia, os Estados Unidos lançaram já um ultimato de quatro semanas a Putin para que deixe de interferir na Ucrânia, enquanto França e Alemanha esperam conseguir um primeiro entendimento entre Kiev e Moscovo sobre os campos de batalha da Normandia.