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Rússia e Ucrânia: a "trégua" do Dia D

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Rússia e Ucrânia: a "trégua" do Dia D

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Foi nos antigos campos de batalha da Normandia que a Ucrânia e a Rússia encontraram, esta sexta-feira, um primeiro terreno de entendimento. À margem das comemorações do Dia D, Vladimir Putin reuniu-se pela primeira vez com o presidente eleito ucraniano Petro Poroshenko.

Um encontro informal, organizado pelo presidente francês e pela chanceler alemã, para discutir um possível cessar-fogo no leste do país e que constitui um reconhecimento implícito dos novos dirigentes de Kiev por parte de Moscovo.

Um primeiro contato saudado por Vladimir Putin: “reunimo-nos durante cerca de 15 minutos. Não posso dizer que tenha sido uma discussão muito elaborada, mas apesar disso evocámos os temas principais relacionados com a resolução da atual situação e o aprofundamento das nossas relações económicas. Só posso apoiar a posição do senhor Poroshenko de querer pôr fim ao derramamento de sangue no leste da Ucrânia. Ele tem um plano neste sentido, mas se querem saber detalhes é melhor que lhe façam a pergunta a ele e não a mim”.

Contra todas as previsões iniciais e depois de se terem evitado, na quinta-feira, em Paris, Putin e Obama tiveram igualmente tempo para um encontro informal, durante o qual o presidente norte-americano voltou a sublinhar a urgência de pôr fim à violência no leste da Ucrânia, depois de ter dado um ultimato de quatro semanas a Moscovo para deixar de interferir no território.

As negociações sobre um eventual cessar-fogo poderiam iniciar-se nos próximos dias, quando Putin, ameaçado com novas sanções ocidentais, mostrou-se já favorável ao envio de um negociador russo a Kiev.

As manobras diplomáticas na Normandia contrastam, no entanto, com a situação no leste da Ucrânia, onde prosseguem os combates entre militares ucranianos e separatistas pró-russos nas regiões de Donetsk e Lugansk.

Em paralelo ao “plano de paz” defendido por Poroshenko para o leste do país, algumas informações, avançadas pela imprensa ucraniana, apontam para a possibilidade do novo líder ucraniano poder declarar a lei marcial nas regiões fronteiriças com a Rússia.