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Atentado de Carachi: o fim do diálogo com os Talibã?

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Atentado de Carachi: o fim do diálogo com os Talibã?

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O aeroporto de Carachi reabriu esta tarde, sob fortes medidas de segurança, após o atentado da noite de domingo para segunda-feira.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, anunciou já uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional, esta semana, para decidir o futuro das negociações de paz com os Talibã.

No aeroporto de Carachi, um passageiro afirma não ter receio de regressar ao terminal, “não tenho medo, pois temos um exército pronto a sacrificar vidas para defender o nosso país. Que medo? O que se está a passar não é um problema, só é pena que isto ocorra num país muçulmano”.

Antes do atentado desta noite, o governo tinha lançado novas ofensivas nas zonas tribais do país, exigindo aos Talibã que deponham as armas como condição para prosseguir o diálogo.

Um passageiro não esconde um certo receio, “isto criou uma imagem muito negativa do Paquistão e todos sofremos com isto”.

Para lá dos 10 atacantes, as restantes 18 vítimas mortais do atentado e dos confrontos que se seguiram são membros das forças de segurança, assim como quatro funcionários do aeroporto que foram hoje a enterrar.