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Brasil: "Bola parada" entre governo e grevistas do metro de São Paulo

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Brasil: "Bola parada" entre governo e grevistas do metro de São Paulo

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O metro de São Paulo volta a estar parcialmente paralisado depois dos sindicatos de trabalhadores terem ontem decidido reconduzir a greve pelo quinto dia consecutivo.

Os funcionários rejeitam a decisão do Tribunal Regional de Trabalho que considerou o protesto ilegal ao afetar cerca de quatro milhões de pessoas quotidianamente. Pelo menos 16 trabalhadores foram detidos, esta manhã, pela polícia militar depois de centenas de pessoas terem ocupado uma estação de metro no centro da cidade.

A polícia recorreu a gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar o protesto que ameaça abalar o início do campeonato do mundo de futebol, na quinta-feira.

Os trabalhadores exigem um aumento salarial de 12,2% – acima dos 8,7% propostos pela direção da empresa – em virtude do aumento do número de passageiros nos últimos dois anos.

As autoridades regionais aumentam a pressão sobre os grevistas, tendo anunciado o despedimento de 61 trabalhadores que rejeitam regressar ao trabalho. A justiça condenou os sindicatos ao pagamento de uma multa de 30 mil euros por dia de greve que poderá passar a 150 mil euros por dia se o protesto for reconduzido esta segunda-feira.