Última hora

Última hora

Iraque: Primeiro-ministro pede estado de emergência para travar ofensiva islamita em Mossul

Em leitura:

Iraque: Primeiro-ministro pede estado de emergência para travar ofensiva islamita em Mossul

Tamanho do texto Aa Aa

O primeiro-ministro iraquiano pediu ao parlamento que declare o estado de emergência num momento em que a segunda cidade do país, Mossul, foi tomada por combatentes islamitas.

Nuri al Maliki justificou a medida como uma forma de travar o avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um grupo jihadista que depois de tomar a província de Ninive (cuja capital é Mossul) ameaça agora prosseguir a ofensiva em Salahedin, a norte de Bagdade.

O chefe de estado apelou às tribos locais para que tomem armas para contrariar a ofensiva do grupo, tendo pedido à ONU, à Liga Árabe e à União Europeia para que assumam responsabilidades no terreno.

“A gravidade da situação justifica medidas imediatas e eficazes para preservar a segurança nacional”, afirmou Maliki durante um discurso no parlamento.

O grupo armado ligado à rede Al-Qaida e presente no Iraque, mas também na vizinha Síria, afirma ter tomado controlo da sede do governo em Mossul, assim como de várias prisões, onde libertou mais de 3 mil presidiários.

Os combatentes islamitas estarão por detrás da nova vaga de violência que provocou mais de 4.600 mortos desde o início do ano no país.

As tensões entre xiitas e sunitas no Iraque, assim como a fragilidade do governo de Bagdade permitiram ao grupo islamita ganhar protagonismo, engrossando as suas fileiras com desiludidos mas também com centenas de combatentes estrangeiros, entre os quais se encontrarão dezenas de europeus.