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Revolta dos taxistas bloqueia principais cidades europeias

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Revolta dos taxistas bloqueia principais cidades europeias

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A zona do parlamento britânico foi sitiada por milhares de táxis, esta quarta-feira, numa das ações mais espetaculares do protesto convocado pelos sindicatos do setor em toda a Europa.

Os profissionais queixam-se da “concorrência desleal” dos serviços de partilha de carros e de reserva de viaturas com motorista.

Na mira dos taxistas, que ocuparam igualmente as ruas da capital alemã, está uma aplicação para telemóvel – Uber – que permite o aluguer e reserva de viaturas de particulares.

O responsável do sindicato dos taxistas de Berlim, Richard Leipold, alerta, “esta aplicação comporta vários riscos, não apenas para a nossa atividade, mas também para os clientes, pois estes motoristas podem não ter seguro. É impossível ter a certeza que o condutor é um profissional competente e que o carro tem seguro”.

Em Espanha, mais de quatro mil taxistas desfilaram em Madrid e Barcelona, tendo interpelado vários ministérios para uma atividade de transporte, segundo eles, à margem da lei.

Em França, o protesto em marcha lenta dos taxistas entre os dois principais aeroportos da cidade e o centro provocou mais de 300km de engarrafamentos em Paris.

Criticada pelos taxistas europeus, a empresa norte-americana Uber, responsável pela contestada aplicação para telemóvel, classificou os protestos como “exagerados”, acusando os profissionais do setor de defenderem “um estado imobilista ao fecharem as portas a novas alternativas para os consumidores”.

A empresa parece ter beneficiado do dia de protesto, “à boleia” da revolta dos taxistas, quando a aplicação Uber é a segunda mais descarregada do dia em toda a Europa. A empresa afirma também ter aumentado em 850% o número de novos registos no serviço.