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UE e Liga Árabe discutem ofensiva islamita no Iraque sem propostas concretas

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UE e Liga Árabe discutem ofensiva islamita no Iraque sem propostas concretas

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A ofensiva islamita no norte do Iraque dominou igualmente as discussões esta manhã em Atenas, entre a Liga Árabe e a União Europeia.

Depois das chamadas revoluções árabes os responsáveis diplomáticos das duas organizações, mostram-se agora preocupados com o avanço dos grupos islamitas no Iraque e na Síria, assim como o recrutamento de vários europeus para participarem na alegada “guerra santa” (Jihad).

Para o ministro dos negócios estrangeiros grego, Evangelos Venizelos, “o mundo árabe enfrenta tempos difíceis e a Europa tem a obrigação de participar na reconstrução dos países árabes, garantindo um clima de segurança, estabilidade e paz, assim como a prosperidade dos seus cidadãos”.

Os representantes árabes e europeus apelaram ao Iraque e ao governo autónomo do Curdistão para que unam esforços para combater o avanço do grupo do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

O representante diplomático de Marrocos, Salaheddine Mezouar, alertou ainda, “a situação económica é fundamental mas não devemos esquecer outras questões relacionadas com a tolerância e a luta contra o extremismo”.

O correspondente da euronews em Atenas lembra que, “os iraquianos estariam provavelmente à espera de um apoio mais concreto desta cimeira de Atenas, para lá das palavras de apoio. Mas este tema complexo é difícil de analisar e impossível de resolver, numa reunião dedicada a analisar todo o espetro de relações entre a União Europeia e o mundo árabe em apenas algumas horas”.