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Escassez de água agudiza situação dos refugiados sírios na Jordânia


A redação de Bruxelas

Escassez de água agudiza situação dos refugiados sírios na Jordânia

Cada gota de água é preciosa no campo Zaatari, no norte da Jordânia, que alberga cerca de 100 mil refugiados da guerra na vizinha Síria.

O verão está aí e são precisos urgentemente sete milhões de euros para manter o abastecimento de água e a infra-estrutura sanitária até ao final do ano.

O apelo é das Nações Unidas, cujas agências gerem o campo onde a cada dia que passa chegam mais mil pessoas.

A pouca água disponível é de fraca qualidade e um dos responsáveis técnicos explica que “quando o camião-cisterna está cheio testamos a qualidade da água em termos de cloro. A água só é distribuída à população quando temos certeza de que o nível de cloro é adequado para ser bebida”.

Os refugiados sírios equivalem já a 10% da população da Jordânia, que é basicamente um planalto deserto. A ajuda é, assim, crucial para aquele que é o quinto país com mais falta de água no mundo.

Um funcionário da Unicef, Toby Fricker, argumenta que “não podemos criar mais água do que a que existe na Jordânia. Mas as Nações Unidas e os seus parceiros dão apoio ao governo para melhorar as infra-estruturas de distribuição de água e reabilitar os poços existentes, com o objetivo de tornar o sistema mais eficiente”.

A entrar no quarto ano após a revolta contra o regime, o conflito na Síria já causou 162 mil mortos e nove milhões de refugiados e deslocados.

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