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Grécia: jornalistas assinalam um ano do fecho da rádio e televisão pública ERT

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Grécia: jornalistas assinalam um ano do fecho da rádio e televisão pública ERT

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Centenas de jornalistas gregos juntaram-se esta quarta-feira em Atenas para assinalar o primeiro aniversário do fim fatídico da rádio e televisão pública ERT.

Em frente à antiga sede, as reivindicações são as mesmas de há um ano, partilhadas por uma parte da população: a reabertura da entidade pública fechada pelo governo de Antonis Samaras.

A jornalista Marina Demertzian diz que “o que resta, um ano depois do fecho da ERT é a petição, não só dos antigos trabalhadores, mas também da população, pelo acesso a meios de comunicação livres e factuais”.

Atualmente, um grupo de antigos trabalhadores despedidos no encerramento da rádio e televisão pública mantém um canal autogerido e que transmite notícias e reportagens através da internet, designado ERT OPEN.

O ex-diretor dos serviços técnicos da ERT diz que se sentem “orgulhosos”, porque decidiram “lutar contra o golpe perpetrado a 11 de Junho de 2013. Um ano depois, sobrevivemos e mostramos que existe uma via alternativa”.

A manifestação contou com a presença do líder do Syriza, principal partido da oposição de esquerda.

Em Maio, após várias fases intermediárias, o governo lançou a NERIT, o novo serviço público que sofre no entanto de uma falta de programação original.

A correspondente da euronews, Nikoleta Drougka, explica que “o antigo edifício da ERT alberga agora a NERIT. Basta atravessar a rua para encontrar a autogerida ERT OPEN. A divisão criada entre os trabalhadores é talvez a mais grave consequência do fecho repentino da ERT”.