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"A Turquia participará numa operação multinacional no Iraque", estima analista

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"A Turquia participará numa operação multinacional no Iraque", estima analista

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Com o ataque de cidadãos turcos, feitos reféns pelos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, algumas vozes pedem uma intervenção militar da Turquia no Iraque – na qual o professor Mensur Akgün – responsável pelo departamento de Relações Internacionais da Kültür University, em Istambul – não acredita:

“Não me parece uma possibilidade plausível, a curto prazo. Não penso que a Turquia avance para uma operação militar unilateral no Iraque. Mas se houver uma operação multinacional no Iraque, a Turquia participará. Para já, o que a Turquia quer é manter as ameaças longe de si e das suas fronteiras. Esta é a política da Turquia. E, nesse sentido, a Turquia pode apoiar as iniciativas da autoridade curda no Iraque, ou do regime do Iraque ou mesmo dos Estados Unidos.”

A ameaça, para já, atingiu os cidadãos turcos, concretamente, após o assalto do consulado turco na cidade iraquiana de Mossul, por membros do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que fizeram 49 reféns, incluindo o consul.

“Há uma grande ameaça que vem desta região e que vai além do incidente da tomada de reféns, em Mossul. E esta ameaça tem de ser levada a sério. Ela vem de um grupo de extremistas, que não respeitam as regras nem as leis internacionais, que começa a alastrar-se e a tomar o controlo do Iraque. E está a avançar muito depressa. Obviamente, isso deve-se ao vazio de poder, no país. O problema é o próprio primeiro-ministro do Iraque”, afirma o professor.

De facto, a tomada de decisões, no Iraque, está paralisada por uma disfunção sectária política. Exemplo concreto: O governo iraquiano tentou declarar o estado de emergência mas não houve ‘quórum’ no parlamento.