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Escândalo de corrupção "afunda" câmara de Veneza


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Escândalo de corrupção "afunda" câmara de Veneza

O presidente da câmara de Veneza não consegue escapar à enxurrada. Giorgio Orsoni apresentou demissão, esta sexta-feira, após ser acusado de corrupção, ligada ao projeto colossal de construção de uma barreira de marés.

O político do Partido Democrático do primeiro-ministro Matteo Renzi, tinha sido libertado na quinta-feira da prisão domiciliária depois de ter reconhecido as acusações.

Condenado a quatro meses de prisão e a uma multa de 15 mil euros, Orsoni afirmara que não pretendia abandonar o cargo, tendo acabado por ceder à pressão do seu próprio partido.

“Termino este mandato com uma amargura profunda. Sempre defendi os intresses desta cidade e dos seus cidadãos”, afirmou Orsoni.

A saída do político abre caminho à convocação de eleições antecipadas.

Orsoni é acusado de receber cerca de 560 mil euros em comissões ilegais por parte do consórcio responsável pelo chamado projeto Moisés, um conjunto de 70 barreiras móveis destinadas a proteger a cidade das marés altas.

Um projeto faraónico que se arrasta há 10 anos e cujo custo supera já os 5 mil milhões euros.

A polícia prossegue as investigações quando mais de 30 personalidades políticas de todos os partidos italianos foram já alvo de mandados de captura e dezenas continuam a ser interrogadas.

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