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Iraque: A estranha calma imposta a Bagdade pelo medo da guerra

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Iraque: A estranha calma imposta a Bagdade pelo medo da guerra

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Há uma estranha calma nas ruas de Bagdade. Uma calma provocada, contudo, pelo medo do de a qualquer momento a capital do Iraque ser alvo de um ataque pelos rebeldes armados às ordens do proclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

A presença de militares armados nas ruas da cidade acentua o receio de um eventual ataque a Bagdade. Perante essa perspetiva, os habitantes da capital acorreram às lojas e abasteceram as respetivas despensas. “Andamos a comprar mantimentos porque a situação não está boa em Bagdade. Não há segurança e não sabemos o que pode vir a acontecer nos próximos dias”, explicou Ali Jassim, iraquiano residente na capital.

Os rebeldes sunitas têm vindo a avançar no país pela força das armas, de ocidente para oriente, dirigindo-se para Bagdade e aproximando-se igualmente da fronteira com o Irão, país de maioria xiita. Tomaram de assalto na última noite duas cidades a norte de Bagdade, Jalawa w Saadiyah, mas avisaram que o principal alvo seria a capital.

Onze anos depois da invasão americana no Iraque, os habitantes de Bagdade estão, claro, com medo de voltar a ver as balas bater-lhes à porta.