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Iraque: "Jihadistas" clamam conquistas mas Governo garante resistência

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Iraque: "Jihadistas" clamam conquistas mas Governo garante resistência

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No decurso do processo armado de conquista territorial no Médio Oriente, que já levou inclusive os Estados Unidos a debruçar-se sobre o tema – ainda que de forma para já passiva -, as forças armadas “jihadistas” do proclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, conhecido pela sigla inglesa ISIL (“Islamic State of Iraq and Levant”), colocaram na internet alguns vídeos do que dizem ser postos fronteiriços que conquistaram ao exercito iraquiano.

A “jihad” do ISIL passa por destruir algumas das fronteiras estabelecidas na região onde outrora existiu o Império Otomano, dissolvido no início do século XX, por alturas da Primeira Grande Guerra, através de um tratado entre britânicos e franceses, com aval da Rússia. Os rebeldes sunitas pretendem estabelecer uma nova nação islâmica com Bagdade incluída e colocaram por isso a capital iraquiana como um objetivo de conquista.

O novo território deverá integrar também parte do Curdistão, no norte, motivo pelo qual, na última semana, as forças armadas do ISIL tomaram o controlo de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, capital da província de Nínive e já parte da região autónoma curda. Esta conquista levou o Curdistão a colocar em alerta o exército para defender a região do avanço desta “jihad” sunita.

As últimas notícias oriundas de Mossul dão conta de que de 12 líderes religiosos locais, conhecidos como imãs, foram mortos e os corpos queimados pelos rebeldes armados do ISIL. Fonte do Ministério do Interior do Iraque garantiu que os religiosos foram mortos por terem recusado jurar lealdade à lei islâmica apregoada pelo grupo sunita.

Em Samarra, cerca de 100 quilómetros a norte de Bagdade, esteve, entretanto, o primeiro-ministro iraquiano. Nuri al-Maliki revelou que está a ser formado um grupo voluntário de resistência armada. O objetivo deste grupo será o apoio aos militares iraquianos no combate ao avanço dos “jihadistas” sunitas rumo a Bagdade.

Depois de o Presidente dos Estados Unidos se ter colocado à margem de uma eventual nova intervenção militar americana no Iraque, por causa desta insurgência armada sunita, que muitos temem poder degenerar numa nova Al-Qaida, o chefe de governo iraquiano garantiu que o país está pronto para se defender deste ataque e aproveitou a presença em Samarra para rezar num altar xiita emblemático desta cidade.