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Egito: ativistas protestam contra assédio sexual

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Egito: ativistas protestam contra assédio sexual

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Ativistas políticos e defensores dos direitos das mulheres manifestaram-se este sábado no Cairo contra o fenómeno do assédio sexual e das violações no Egito.

A manifestação ocorre depois da violação de várias mulheres na Praça Tahrir durante as celebrações da tomada de posse do presidente Abdel Fattah al-Sisi.

Segundo as Nações Unidas, no Egito 99% das mulheres já foram alvo de agressões sexuais.

Uma vítima, Sabrin Abu Sabaa, falou à euronews sobre a sua experiência.

“Quando estava a ir-me embora fui atacada por um grupo de jovens que me agarraram. Pedi ao meu amigo para me proteger, os atacantes tentaram provocá-lo e senti muitas mãos sobre todo o meu corpo”, afirmou.

Os manifestantes exigem o castigo máximo para os violadores e o reconhecimento institucional dos crimes de assédio sexual.

“Estamos fartas disto. Trata-se de um problema cultural, há gente doente. Fizémos uma revolução política mas precisamos agora de uma revolução intelectual”, adiantou uma ativista dos direitos da mulheres, Nahawand Seri.

A manifestação coincidiu com o anúncio de que treze indivíduos acusados de violação e agressão sexual serão julgados por estes crimes.

Trata-se da primeira vez que tal acontece no Egito.

O correspondente da euronews no Cairo, Mohammed Shaikhibrahim, afirma:

“A implementação de medidas dissuasoras para acabar com este fenómeno não é suficiente, segundo os manifestantes, o que é necessário é lutar contra as causas deste problema, em particular a pobreza e o analfabetismo”.