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Iraque: Jihadistas reivindicam massacre de 1700 soldados

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Iraque: Jihadistas reivindicam massacre de 1700 soldados

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Imagens de chocantes, ainda não verificadas por fontes independentes, mas confirmadas pelo exército iraquiano, da alegada execução de 1700 soldados pelos jihadistas, na cidade iraquiana de Tikrit, foram divulgadas este domingo.

Os Estados Unidos, que há apenas dois anos e meio retiraram do Iraque, classificaram este massacre de “acontecimento horrível que traduz bem a sede de sangue destes terroristas”.

Desde a terça-feira da semana passada, os combatentes sunitas do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) lançaram uma forte ofensiva em território iraquiano e já tomaram quase todo o norte do país, aproximando-se perigosamente da capital, Bagdade.

O objetivo deste grupo extremista é criar um estado islâmico na zona de fronteira entre o Iraque e a Síria.

As autoridades iraquianas anunciaram este sábado a execução de um plano para defender Bagdade. A capital voltou ontem a ser atacada, num atentado que matou nove pessoas.

Os Estados Unidos anunciaram, entretanto, que começaram a retirada de algum pessoal da embaixada e que reforçaram a segurança do complexo com mais uma centena de militares americanos.

Face à ameaça sunita e respondendo ao apelo do governo e da mais alta autoridade religiosa xiita, o ayatollah Ali al-Sistani, milhares de iraquianos ofereceram-se como voluntários para combater os insurgentes.

O antigo emissário para a Síria, Lakhdar Brahimi, considera que “esta ofensiva jihadista é o resultado da inércia da comunidade internacional face ao conflito sírio”.