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The Corner: Tragédia alemã para Portugal e um ponto para Queiroz

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The Corner: Tragédia alemã para Portugal e um ponto para Queiroz

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Dia de pesadelo para Paulo Bento e companhia. Depois de tanta expectativa criada em torno da equipa e das ambições de Cristiano Ronaldo, a Alemanha entrou a matar e pode ter mesmo matado logo à partida o sonho dos “conquistadores”, ao golear a equipa das quinas, por 4-0, na abertura dos jogos do grupo G. Ainda faltam duas jornadas, é certo, e Portugal depende de si mesmo, mas agora serão duas finais contra os Estados Unidos e Gana para tentar pelo menos igualar a qualificação de há quatro anos para os quartos-de-final na África do Sul.

[Leia aqui a crónica da euronews do jogo Alemanha-Portugal]

Na outra partida do grupo G, os Estados Unidos entraram de rompante contra o Gana, marcando o golo mais rápido deste Mundial. Foi logo aos 30 segundos e com assinatura de Clint Dempsey. Já perto do final, aos 82 minutos, Andre Ayew empatou, após brilhante assistência de . Nem cinco minutos passaram e Brooks garantiu três pontos para os americanos, à atenção de Portugal.

Os Estados Unidos são, no domingo, os próximos adversários na primeira de duas finais que Portugal tem pela frente já na fase de grupos e, nas quais, não vão estar Hugo Almeida e Fábio Coentrão. Os dois jogadores lesionaram-se no decorrer da tragédia alemã e os responsaaveis médicos da seleção já esclareceram que mabos vão ter parar pelo menos 10 dias.

Entre as duas partidas inaugurais do grupo de Portugal, fecharam-se as contas do grupo da Argentina, o F. O Irão, de Carlos Queiroz, e a Nigéria não encontraram o caminho das redes e terminara como começaram: a zero. Foi o primeiro jogo sem golos deste Mundial, o que coloca ambas as equipas com um ponto, à frente da Bósnia e Herzegovina, que foi derrotada na véspera (2-1) pela equipa de Messi, Garay e Marcos Rojo.

Bélgica e Rússia entram em cena

Esta terça-feira marca o final da primeira jornada do Mundial, com os jogos do grupo H. A Bélgica enfrenta a Argélia e a Rússia a Coreia do Sul. Na antevisão destas partidas, começamos pelos belgas, que tiveram um derradeiro treino conturbado, com dois colegas, não só na seleção mas também de clube, o Everton, se pagaram numa discussão feia e tiveram de ser sancionados pelo selecionador com a retirada para o hotel. Dificilmente, Mirallas e Lukaku serão, por isso, opção para enfrentar os argelinos.

Quem deverá jogar é o portista Defour, que foi chamado a fazer a antevisão do jogo e procurou retirar alguma pressão da equipa, recusando o epíteto de favorita a surpresa do torneio.

Do lado dos argelinos, o treinador bósnio Vahid Haliodzic escondeu o jogo, fechou as portas do último treino e deixou algumas dúvidas no ar. Uma delas se o portista Ghilas será ou não titular no ataque, sendo quase certo que o melhor argelino do ano, o sportinguista Slimani, vai começar no banco. “A Bélgica é favorita, mas nem sempre os favoritos ganham”, avisou o selecionador da Argélia.

A Rússia, por sua vez, estreia-se diante da Coreia no último jogo do dia. Única equipa do Mundial totalmente composta por jogadores a atuar no próprio país, a equipa orientada por Fabio Capello não pode contar com a estrela Shirokov, que nem viajou para o Brasil. O italiano escondeu a tática, mas avisou que a Rússia tem algo a provar neste torneio. O avançado Semyonov, por seu turno, teceu elogios ao ataque coreano.

Do lado dos asiáticos, as informações ainda são mais escassas. Ainda assim os olhos deverão estar todos apontados a Son Heungmin, o médio de 21 anos do Bayer Leverkusen, descrito como “o Neymar sul coreano”. Há quatro anos, a Coreia passou aos oitavos de final, mas não conseguiu repetir o feito de 2002, quando eliminou Portugal na fase de grupos e chegou às meias-finais. E agora como será?

Brasil joga liderança

Entre os dois jogos do grupo H, arranca já esta terça-feira, em Fortaleza, a segunda jornada do grupo A. Depois do triunfo convincente (3-1) diante da Croácia, com um bis de Neymar, o Brasil enfrenta o México, que venceu igualmente os Camarões, de Samuel Eto’o, na abertura. As duas equipas somam três pontos, mas os “canarinhos” têm vantagem nos golos.

O avançado Hulk é a grande dúvida para esta partida. O ex-FC Porto tem problemas numa coxa e falhou os trabalhos da equipa, com vista ao duelo com os mexicanos, para fazer alguns exames. Apenas durante o dia se saberá se “o incrível” estará apto a jogar. “Queria jogar todos os jogos, mas não quero prejudicar a seleção. Vou tratar-me bem e, se Deus quiser, estar em campo”, desejou Hulk. dos adeptos da “canarinha”. “Não esperem que o Brasil entre e seja dono da festa sem que os adversários possam ter também uma boa campanha”, afirmou o treinador campeão do Mundo em 2002 e vice-campeão da Europa, com Portugal, em 2004.

Confrontado pela imprensa mexicana sobre que lembrança tinha da final perdida pelo Brasil para o México nos Jogos Olímpicos de 2012, o selecionador brasileiro “chutou para canto”: “Nenhuma. Não estive lá”. Em relação ao último duelo, no ano passado, na Taça das Confederações, ganho (2-0) pelo “escrete”, Scolari defendeu que “a forma de jogar mudou”, apontando a novo triunfo: “Uma vitória nos deixa em posição extremamente confortável de chegarmos à segunda fase.”

Entre os mexicanos, também há confiança, em particular no avançado Oribe Peralta, o autor do golo da vitória sobre os Camarões. Sobretudo por ter sido ele o autor dos dois golos da final de Londres de 2012, onde os mexicanos ganharam diante de Neymar e companhia a medalha de ouro olímpica. “Fico feliz por ter feito a minha parte nessas vitórias, mas isso é tudo resultado do trabalho de equipa”, afirmou Peralta, de 30 anos.

Previsões de resultados desta terça-feira

Desde o primeiro dia do Mundial que a equipa de desporto da euronews tenta adivinhar os resultados dos jogos a decorrer no Brail. A partir de casa pode entrar também neste jogo do adivinha através das nossas redes sociais recorrendo ao “hashtag” (cardinal) #TheCornerScores.

As nossas previsões para os jogos do grupo H colocam a Bélgica a ganhar à Argélia, por 2-0, e a Coreia do Sul a perder perde com a Rússia, por 3-1. No grupo A, o Brasil vence o México, por 2-0. Concorda?

Manter a forma às grandes estrelas
A preparação física dos jogadores, antes e durante uma prova como um Mundial, é uma parte essencial do trabalho de todas as equipas em competição. Não só devido à longa época a terminar, mas também pelo clima quente e húmido que têm de enfrentar no Brasil.

A pressão de se chegar em forma a uma prova como um mundial de Futebol é enorme para os jogadores. Em particular para as estrelas como o português Cristiano Ronaldo ou o argentino Lionel Messi, os dois melhores do Mundo, que trazem uma longa temporada nas pernas e algumas mazelas normais devido ao enorme esforço efetuado.

A tecnologia de treino e recuperação tem evoluído muito e, embora o gelo ainda seja muito utilizado, as máquinas são agora um recurso frequente. “Comparado com o que havia há dez ou quinze anos, o futebol está mais rápido, mais forte e mais técnico do que alguma vez esteve”, destaca Charlotte Cowie, a diretora do centro de reabilitação St. Georges Park, que trabalha com a seleção inglesa.

Um dos novos métodos de trabalhar e ao mesmo tempo recuperar jogadores é um género de tanque cheio de água, no qual os jogadores podem correr sem colocar em risco, por exemplo, articulações em recuperação ou desgastadas pelo esforço da competição.

“É tudo uma questão de tentarmos que tudo esteja em condições num exato momento. Por isso, os jogadores têm de ter picos de trabalho de acordo com o nível de forma que apresentam, do próprio trabalho que se espera de cada um em prol da equipa e de como é que eles lidam com os diversos ambientes”, explicou Charlotte Cowie.

Há muito que os adeptos estavam à espera para ver as grandes estrelas em ação na mais importante competição de futebol do Mundo. Para lá do relvado, porém, há um trabalho invisível valioso de recuperação e manutenção de forma e de pequenas lesões – como aconteceu, por exemplo, com o português Ronaldo. É este trabalho que nos permite desfrutar, agora, do melhor futebol do mundo no Brasil.

Festa agridoce no Dubai
Um dos jogos menos cotados neste Mundial foi acompanhado, curiosamente, com grande entusiasmo no Dubai. A euronews esteve lá e assistiu à festa dos iranianos e dos nigerianos durante aquele que veio a ficar para a história, como vimos atras, como o primeiro nulo deste Campeonato do Mundo no Brasil.

Falámos com um apoiante de cada uma das equipas, presentes neste evento no Dubai, e a verdade e que este empate teve sabor agridoce. A parte amarga coube aos africanos: “Jogámos muito mal. O selecionador não apostou nos jogadores certos logo de início e nós não podemos jogar desta forma num Mundial. Vamos ficar já pelo caminho.”

Para os árabes, ficou o doce: “O Irão vence sempre. Seja como for, é sempre uma vitória para nós e espero que, e facto, ganhemos à Argentina.”

O correspondente das euronews no Dubai recordou que “antes do jogo começar, iranianos e nigerianos tinham algo em comum”: “Ambas as equipas não ganhavam um jogo na fase final de um Mundial já há 16 anos e, neste confronto no Brasil, Irão e Nigéria mantiveram essa sina e continuam sem ganhar.”