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Ultimate Cell: uma ideia simples com cunho português

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Ultimate Cell: uma ideia simples com cunho português

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Como poupar combustível e reduzir as emissões poluentes? Foi precisamente para responder a esta questão que uma empresa portuguesa, a Ultimate Power, criou o “Ultimate Cell”. Trata-se de um dispositivo que se liga ao sistema elétrico da viatura e utiliza a energia da bateria. Os fabricantes afirmam que permite uma poupança de 30% no consumo médio de combustível e uma redução de 65% nas emissões de gases; e isto com quase todo o tipo de motores, seja a gasolina, gasóleo ou gás.

O dispositivo produz hidrogénio através da eletrólise, o que significa separar as moléculas de hidrogénio e oxigénio presentes na solução à base de água que se encontra no interior do aparelho.
A seguir, o hidrogénio entra no motor através da conduta do ar. O hidrogénio segue para a câmara de combustão, juntamente com o ar, misturando-se com o combustível. O hidrogénio otimiza a combustão, reduz o combustível necessário para se obter a mesma potência. O professor Tribolet do Instituto Superior Técnico de Lisboa explica como se poupa combustível.

“Devido à tecnologia que se usa, a partir de pequenas bolhinhas de hidrogénio injectadas na admissão, a combustão que se dá é muito mais completa, portanto o carro fica com mais força, e efectivamente a mesma quantidade de combustivel gera muito mais força motriz do que anteriormente, e isso dá uma poupança até 30% nos veículos”.

Todas as unidades são sujeitas a testes antes de seguirem para o mercado. Simula-se o funcionamento no carro e todas as ligações elétricas são testadas, assim como a quantidade de hidrogénio produzido. Segundo professor Tribolet, já foram criadas tecnologias que envolvem a utilização de hidrogénio nos carros mas sempre como combustível e nunca como otimizador de combustível.

“Esta aproximação tecnológica com base no hidrogénio tem sido explorada ao longo de muitos anos, já houve muitas promessas à volta disto, muitas! Mas sempre a usar o hidrogénio como combustível. Aqui a ideia não é esta. É uma ideia mais simples. Não exige tanques pressurizados, guardar grandes quantidades de hidrogénio, grandes investimentos, isto significa um pequeno investimento ao nivel do consumo”, adianta o professor Tribolet.

O “Ultimate cell” já foi instalado em alguns barcos de pesca. Aqui são necessárias várias unidades porque cada dispositivo serve apenas para 2.3 litros. O fumo de escape foi reduzido de forma significativa. Um barco de pesca normal consome normalmente 140 litros de gasóleo por hora. Após a instalação dos dispositivos constatou-se uma redução de 20% no consumo. Assim, um tanque cheio dura não cinco mas seis dias.

Nos veículos pesados também se notaram melhorias. Por exemplo, há menos necessidade de trocar de mudanças porque o binário aumenta a rotações mais baixas. A produção e venda deste dispositivo começou no início do ano e já foram vendidas 5 mil unidades a cerca de 300 euros cada uma. Cada unidade dura cerca de 70 mil quilómetros antes de ter que ser recarregada.