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Cessar-fogo ucraniano sem apoio imediato de Moscovo

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Cessar-fogo ucraniano sem apoio imediato de Moscovo

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A Ucrânia anunciou um cessar-fogo unilateral até dia 27, uma ordem direta do presidente. Petro Poroshenko lançou depois um plano de paz de 15 pontos, que não recebeu, no entanto, o apoio imediato dos russos.

Poroshenko justificou a medida com o facto de “ser uma oportunidade para aqueles que lutam contra as autoridades legitimas da Ucrânia entregarem as armas e deixarem os edifícios ocupados”.

Em nome de Moscovo, Vitaly Churkin, embaixador russo nas Nações Unidas reage à movimentação de Poroshenko. “Ele disse repetidamente que o mundo inteiro acolhia a iniciativa, incluindo o Presidente Putin e o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov.
Confirmei e voltei a confirmar e estou autorizado a dizer que não é verdade. É prematuro falar do apoio à iniciativa de Poroshenko, pelo menos, pelo facto de nada termos visto”, declarou.

Ainda esta sexta-feira, Moscovo acusou a forças ucranianas de dispararem contra um posto fronteiriço russo, tendo ferido um funcionário. A Rússia exigiu a Kiev que leve a cabo uma investigação e apresente um pedido de desculpas.

Entretanto, há o registo de que os russos estão a concentrar forças junto à fronteira com a Ucrânia, facto visto com preocupação pelos Estados Unidos e a França, que já ameaçaram com novas sanções.