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Mauritanos deverão reconduzir atual presidente

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Mauritanos deverão reconduzir atual presidente

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O Presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, é o grande favorito dos cinco candidatos às eleições presidenciais deste sábado, boicotadas pela maioria da oposição e que têm como principal incógnita a taxa de participação.

Os militares foram às urnas sexta feira e o resto do eleitorado prepara-se para exercer o seu direito de voto este sábado.

A oposição radical critica o caráter “ditatorial” do regime de Mohamed Ould Abdel Aziz, um antigo general que chegou ao poder através de um golpe de Estado em agosto de 2008 e que foi eleito para um primeiro mandato em 2009, num escrutínio já contestado pela oposição.

“Ao meio-dia e trinta e cinco o nível de participação era de cerca de 70 por cento.”

Além do Presidente Aziz, disputam a presidência dois líderes de partidos da oposição moderada, Boidiel Ould Houmeid e Ibrahima Moctar Sarr

O correspondente da euronews comenta:

“As vozes dos militares, sem dúvida, em favor do titular, não só porque ele é um velho general, mas também pelo que ele elevou o seu nível moral e material.”

O Presidente cessante conseguiu em seis anos livrar o país de grupos radicais islâmicos ligados à al-Qaida, segundo Aziz, graças “à reorganização da capacidade do exército e das forças de segurança”, com a assistência técnica da França, ex-potência colonial.

O chefe de Estado, presidente em exercício da União Africana (UA) até 2015, também continua envolvido na resolução do conflito no vizinho Mali, onde conseguiu em maio a assinatura de um cessar-fogo entre grupos rebeldes e o exército depois de um súbito recomeço das hostilidades em Kidal (nordeste).

Situada entre a costa oeste de África e o deserto do Saara, a Mauritânia é vista pelos líderes ocidentais como estrategicamente importante na luta contra o terrorismo, também no Mali e na região do Sahel.

Vasto país desértico com 3,8 milhões de habitantes, a Mauritânia é rica em ferro, o peixe abunda nas suas águas e explora petróleo desde 2006, tendo registado uma taxa de crescimento de seis por cento em 2013, enquanto a taxa de inflação é inferior a cinco por cento.