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Egito: penas de morte confirmadas para líder da Irmandade Muçulmana e 182 apoiantes

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Egito: penas de morte confirmadas para líder da Irmandade Muçulmana e 182 apoiantes

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Um tribunal egípcio confirmou este sábado a pena de morte a que foram condenados 183 apoiantes da Irmandade Muçulmana, entre os quais o líder supremo da confraria, Mohammed Badie.

Badie e os restantes simpatizantes da Irmandade – ilegalizada e atualmente considerada como “organização terrorista” pelas autoridades egípcias” – podem ainda recorrer da sentença.

O tribunal de Minya comotou quatro penas para prisão perpétua e absolveu outros 496 arguidos no processo por distúrbios e atos de violência que se seguiram ao afastamento do presidente islamita, Mohammed Morsi, deposto no Verão passado pelos militares que controlam atualmente o país.

O pai de um dos absolvidos diz-se satisfeito com uma decisão que classifica de “decente e justa”.

Mas a opinião não é partilhada por outros que, se viram alguns dos familiares absolvidos, também têm outros entre os condenados. A Amnistia Internacional pediu a anulação das condenações, denunciando um processo injusto.

“Injustiça” é também a palavra escolhida por um próximo de um dos condenados.

Um juíz de Minya tinha já provocado uma vaga de contestação internacional ao condenar em março, de forma sumária, 1200 apoiantes e líderes da Irmandade, antes de comutar as penas de cerca de quinhentos arguidos.

O correspondente da euronews, Mohammed Shaikhibrahim, frisa que “os familiares se dividem entre os que aguardavam há muito tempo uma decisão favorável e aqueles que se sentem tristes e zangados face à confirmação da ordem de execução, que consideram uma decisão política”.