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Delta do Okavango e Caminhos dos Incas na lista de património mundial da UNESCO

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Delta do Okavango e Caminhos dos Incas na lista de património mundial da UNESCO

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Há já mil lugares no planeta inscritos na lista do património mundial da UNESCO.

O milhar foi atingido com a inclusão do Delta do Okavango, no Botsuana, o mais extenso delta interior do mundo, que abriga algumas das mais ameaçadas espécies de grandes mamíferos da Terra.

O comité da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura designou também a gruta Chauvet de Pont d’Arc, no sul de França, que conta com as mais antigas pinturas rupestres de que há conhecimento.

O comité reunido em Doha de 15 a 25 de Junho também escolheu a icónica fábrica de Van Nellefabriek, nos arredores de Roterdão, na Holanda, construída nos anos 20 e um dos símbolos da arquitetura industrial do século XX.

A prestigiosa região vinícola de Langhe-Roero e Monferrato, no Piemonte italiano, também passa a fazer parte do património mundial da UNESCO. Os mais antigos vestígios das famosas vinhas da região datam do século V antes de Cristo.

A cidade de Bursa e a aldeia vizinha de Cumalikizik, no sul da província turca de Marmara, também foram escolhidas, por representarem o berço do Império Otomano.

Outro novo integrante da lista é uma porção de cinco mil quilómetros da Rota da Seda, o chamado corredor Chang’an-tian-shan, que passa pela China, pelo Quirguistão e pelo Cazaquistão.

Mas não é a única via milenar a ser classificada património mundial: o mesmo título foi atribuído aos Caminhos dos Incas, uma rede de estradas construídas durante um período de dois mil anos que, com 30 mil quilómetros, ligam o Perú, o Chile, a Colômbia, o Equador, a Argentina e a Bolívia passando, nalguns pontos, a mais de cinco mil metros de altitude.