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Wimbledon 2014: Sousa enfrenta Wawrinka e Nadal pronto para a relva

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Wimbledon 2014: Sousa enfrenta Wawrinka e Nadal pronto para a relva

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Com o português João Sousa, atual número 48 do Mundo, a estrear-se em Wimbledon a competir no quadro principal diante do número três, o suíço Stan Wawrinka, arranca esta segunda-feira a 128.° edição do mítico torneio londrino do “Grand Slam”. No quadro feminino, há também um nome português: Michelle Larcher de Brito (n.° 104 do WTA) apurou-se no “qualifying”, está pelo segundo ano consecutivo no quadro principal, onde vai tentar repetir o feito de há um ano (eliminou Maria Sharapova) diante de outra russa, Svetlana Kuznetsova (n.° 28).

Em jogo este ano, em cada uma das finais de singulares, vai estar um prémio de 2,2 milhões de euros, com o finalista vencido a embolsar metade desse valor. O “prize money” global, em Londres, será superior a 30 milhões de euros.

Campeão na terra batida de Roland Garros, há duas semanas, o número um do Mundo, Rafael Nadal, teve pouco tempo para se adaptar ao piso de relva. O espanhol diz-se, contudo, pronto: “Como já referi antes, este é o torneio mais perigoso do ano. Quando cheguei a Roland Garros, já vinha a competir há um mês em terra batida e fiz muitos jogos. Por isso, mais ou menos, consigo imaginar como é que vou jogar.”

Embora lidere o ranking ATP, Rafael Nadal surge em Wimbledon como segundo cabeça de série, atrás do sérvio Novak Djokovic, o atual número dois do Mundo. A razão é o critério de cálculo estabelecido pela própria organização do “grand slam” londrino, que tem por base a prestação apenas em torneios de relva dos tenistas nos últimos 12 meses. Nesse particular, Djokovic esteve melhor que Nadal e Andy Murray, o campeão do ano passado em Wimbledon e atual número 5 do Mundo, esteve igualmente melhor que os suíços Roger Federer (n.° 4 no ATP e no torneio) e Stan Wawrinka (n.° 3 do ATP/ n.° 5 no torneio).

Um ano depois de se ter tornado o primeiro britânico a vencer em Wimbledon 77 anos depois de Fred Perry, ao vencer na final Novak Djokovic, Andy Murray não tem muito para contar sobre novas conquistas. Esta época, o escocês segue a “zeros” e tem apenas a registar a mudança de treinador. O checo Ivan Lendl, que levou Murray à medalha de ouro olímpica em Londres e aos triunfos nos “grand slams” americano e londrino, alegou “outros projetos pessoais” para justificar deixar de treinar o escocês, que, após Roland Garros, anunciou a antiga tenista francesa Amelie Mauresmo como a sua nova treinadora.

As possibilidades de revalidar o título em Wimbledon não jogam a favor de Andy Murray. Dominadores nos últimos 11 anos na relava londrina, Roger Federer (sete vezes campeão), Novak Djokovic (uma vez) e Nadal (duas vezes) são, claro, os principais adversários do britânico num torneio pouco dado a supresas no quadro masculino.

[Confira aqui o quadro de jogos oficial de Wimbledon]

No quadro feminino, a campeã em título, a francesa Marion Bartoli, reformou-se da competição poucas semanas depois de brilhar em Wimbledon, vencendo na final a alemã Sabine Lisicki, que volta a surgir no quadro principal do torneio, como 19.a cabeça de série. Desta feita, entre as senhoras, o top 5 das favoritas volta a ser encabeçado em Londres por Serena Williams, seguindo-se a chinesa Li Na, a romena Simona Halep, a polaca Agnieszka Radwańska e a russa Maria Sharapova.

O torneio de Wimbledon decorre até 6 de julho.