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Criação de emprego e "falta de escrúpulos" no caminho da Alstom rumo à GE

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Criação de emprego e "falta de escrúpulos" no caminho da Alstom rumo à GE

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Num país onde o crescimento económico está perto da estagnação, o negócio entre a francesa Alstom e a americana General Electrics é mais do que prioritário. Tudo indica que o desfecho está à vista, com a venda de uma fatia de 20% detida pela Bouygues ao Estado francês para viabilizar a operação.

O diretor executivo da Alstom, Patrick Kron, declara que este “é um bom negócio para o grupo que vai consolidar as atividades e o emprego. Para a GE é um bom investimento, porque pode aplicar o seu modus operandi. E acaba por responder às preocupações do Estado.”

Em Belfort, onde os grupos já se situam lado a lado, os trabalhadores fazem eco das suas próprias preocupações. Da parte da GE, há quem diga que “é excelente. O trabalho de ambas complementa-se. Isto vai fortalecer a região de Belfort.” Do conglomerado francês, há dúvidas: “Prometeram-nos mil postos de trabalho… Mas são mil empregos líquidos? O que vai acontecer com os serviços conjuntos? Não se sabe de nada, não se sabe o que vai acontecer aos serviços de monitorização. Esta estória ainda vai no início.”

É precisamente sobre o argumento da criação de emprego que Arnaud Montebourg, ministro da Economia francês, aborda a questão: “A GE propôs criar mil postos de trabalho em três anos. As promessas estão lá para quem estiver disposto a acreditar nelas. A nossa resposta foi estabelecer penalizações: por cada posto de trabalho que eles não criarem, pagam 50 mil euros. Isto não tem precedentes, ninguém está a fazer isto.”

No entanto, a alemã Siemens garante que ainda não está fora da corrida pela unidade energética da Alstom. O presidente da comissão económica do Bundestag acusa a França de não ter “escrúpulos” e de “colocar os seus interesses à frente dos interesses europeus.”