Última hora

Última hora

Egito: Sete anos de prisão para jornalistas

Em leitura:

Egito: Sete anos de prisão para jornalistas

Tamanho do texto Aa Aa

Foram condenados a sete anos de prisão, os três jornalistas da televisão Al-Jazeera, julgados no Egito por alegado apoio à Irmandade Muçulmana – do destituído presidente Mohamed Morsi, e alvo de uma verdadeira caça às bruxas.

Os três jornalistas – um egipcio-canadiano, um australiano e um egípcio – estavam detidos há mais de 160 dias, acusados de “atentar contra a imagem do Egito” e de difundir “falsas notícias”.

Wafa Bassiouni, a mãe de um dos condenados, não esconde a indignação: “Se tivessem encontrado provas, quantos anos lhe teriam dado??? Por nada, deram-lhe sete!”

Depois da televisão AlL-Jazeera ser encerrada, no Cairo, os jornalistas continuaram a trabalhar sem a acreditação – obrigatória para todos os media.

A Austrália, de onde é originário Peter Bishop, um dos jornalistas, já reagiu, pela voz da ministra dos Negócios Estrangeiros, Julia Bishop: “O governo australiano está chocado com o veredicto, no caso de Peter Greste. Estamos profundamente consternados com a sentença e chocados com a gravidade de uma tal pena.”

Os acusados falam de um processo “injusto” e meramente “político”, com provas “totalmente fabricadas”.

Onze outros jornalistas, incluindo três estrangeiros, foram condenados, à revelia, a 10 anos de prisão, num caso que tem provocado polémica a nível internacional.

Vários media lançaram mesmo uma campanha sob o ‘slogan’ “O jornalismo não é um crime”.