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Jornalistas de todo o mundo pedem libertação dos camaradas da Al Jazeera

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Jornalistas de todo o mundo pedem libertação dos camaradas da Al Jazeera

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“Um golpe contra a liberdade de expressão” – Foi assim que os media descreveram a sentença contra três jornalistas no Egito, que desencadeou críticas em toda a comunidade internacional.

Desde que foram presos em dezembro, tem havido manifestações por todo o mundo, de Sydney a Gaza e a Istambul. Manifestações pacíficas frente aos consulados do Egito.

As provas apresentadas pela acusação, aparentemente, nada têm a ver com a política egípcia. Trata-se de vídeos que vão de uma reportagem sobre cavalos a um clipe do cantor Gotye, que terão sido realizados pelos arguidos mas que nem sequer pertenciam à Al Jazzeera.

Um quarto jornalista da Al Jazeera, Abdullah al Shamy, que esteve em greve de fome parcial durante 130 dias, foi libertado na semana passada por razões médicas.

A Al Jazeera pede a libertação imediata dos jornalistas e pede aos outros órgãos de comunicação social que não parem de divulgar a história: “Queremos que os nossos colegas presos no Cairo sejam libertados imediatamente. São jornalistas que estão a fazer o seu trabalho no Egito, que tratam todo o tipo de acontecimentos e que mostram todos os lados da história”, diz Bernard Smith, jornalista do serviço inglês da Al Jazeera em Doha.

Os observadores acreditam que os jornalistas estão a ser vítimas colaterais de um conflito entre os governos do Egito e do Qatar.

No último verão, as autoridades egípcias fecharam os escritórios do serviço árabe da Al Jazeera, com o argumento de que a cadeia estava a ser tendenciosa e defendia a Irmandade Muçulmana.

O Qatar, que financia a Al Jazeera, apoia o presidente deposto Mohamed Morsi e tem sido fortemente crítico em relação à ofensiva das novas autoridades egípcias contra a Irmandade Muçulmana.

Esta repressão está a pôr em dúvida as intenções democráticas do novo poder, três anos depois da revolução que fez nascer uma nova esperança, ao por fim a três décadas de domínio de Hosni Mubarak.

O veredicto chega poucos dias depois de um tribunal egípcio confirmar as penas de morte contra mais de 180 membros da Irmandade Muçulmana, incluindo o líder espiritual Mohammed Badie.