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UE insta Rússia a não "minar" plano de paz ucraniano

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UE insta Rússia a não "minar" plano de paz ucraniano

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Os detalhes do roteiro governamental para a paz no leste da Ucrânia é um dos temas centrais da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), esta segunda-feira, no Luxemburgo.

À chegada, o governante britânico, William Hague, ameaçou com novas sanções contra a Rússia “na sexta-feira, quando avaliarmos como é que a Rússia reagiu ao plano de paz. Vamos esperar pelos desenvolvimentos dos próximos dias, mas o presidente Vladimir Putin pode ter a certeza de que a UE está pronta a tomar essas medidas”.

A chamada terceira fase de sanções será analisada na cimeira da UE, no final da semana, se a via diplomática não for decididamente abraçada por Moscovo nas relações com o novo governo de Kiev.

O ministro sueco, Carl Bildt, critica o lado russo “porque por um lado deu as boas-vindas ao cessar-fogo ucraniano, mas por outro lado continua com a guerra de propaganda. Também não há sinais de terem parado de intervir na zona de fronteira porque continuam a enviar tanques de guerra para serem usados na Ucrânia, como qualquer inspeção pode comprovar”.

Na cimeira da UE desta semana também será assinado com a Ucrânia o acordo de parceria e livre comércio, que esteve na origem da crise, e que é muito contestado pela Rússia.

O enviado da euronews, James Franey, realça que “os apelos para que Moscovo aceite o plano de paz do governo ucraniano podem cair em saco roto. O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, descreve esse roteiro como um ultimato. Lavrov quer também que haja negociações com os rebeldes, algo que o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, recusa categoricamente”.