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Editor do News of the World culpado mas diretora é ilibada

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Editor do News of the World culpado mas diretora é ilibada

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O antigo editor do tabloide britânico News of the World, Andy Coulson, foi declarado culpado no caso das escutas telefónicas ilegais a personalidades. As escutas, que envolveram personalidades como os príncipes britânicos William e Harry ou os atores Jude Law e Siena Miller, foram usadas pelo jornal, que ficou conhecido pelos exclusivos sórdidos sobre os famosos.

Rebekah Brooks, a antiga diretora do tabloide e que também trabalhou no The Sun, igualmente do grupo de comunicação liderado pelo magnata Rupert Murdoch, foi, por outro lado, ilibada.

O primeiro-ministro britânico lamentou, entretanto, ter tido Andy Coulson como porta-voz em 2007, logo após este ter deixado o polémico jornal. “Assumo inteiramente a responsabilidade de ter contratado Andy Coulson. Lamento muito tê-lo contratado. Foi uma má decisão e digo-o claramente”, confessou David Cameron.

O caso levou à criação há três anos do movimento “Hacked Off”, que faz campanha contra a pirataria telefónica no jornalismo e que e apoiado, entre muitos, pelo ator Hugh Grant, outra das vítimas do News of the World. A diretora do movimento, Joan Smith, ficou, claro, satisfeita pelo veredicto: “Isto não foi um caso único. É um tipo de jornalismo que se propagou. Por isso, penso ser muito positivo que isto tenha sido exposto e que as pessoas possam perceber que esta forma de mau jornalismo criou raízes e que as entidades que o deviam ter parado simplesmente falharam.”

Após a leitura dos veredictos desta terça-feira, Andy Caulson fica agora à espera de conhecer a sentença, incorrendo numa pena de prisão que poderá ser de dois anos de prisão.

O caso, um dos mais longos e mais caros da justiça britânica, não está, contudo, ainda encerrado. Já depois do veredicto de Caulson e Brooks, o jornal The Guardian revelou que Rupert Murdoch, o dono do News of the World e do The Sun, terá sido convocado para interrogatório pela Scotland Yard, o que confirma que a investigação prossegue.