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Ucrânia: a paz ao fundo da trégua?

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Ucrânia: a paz ao fundo da trégua?

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Pela primeira vez em várias semanas, as armas calam-se no leste da Ucrânia. Os rebeldes pró-russos aderiram ao cessar-fogo unilateral declarado por Kiev e prometem tréguas até à próxima sexta-feira.

Isto enquanto decorrem, em Viena, na Áustria, negociações com vista a um acordo sobre um plano de paz – nem sempre bem visto, no terreno.

“Não queremos saber do plano de paz porque não podemos aceitar os artigos do plano. O governo ucraniano não vai retirar o exército daqui mesmo com negociações. Os planos e propostas do governo nunca foram discutidos com ninguém”, afirma Vladimir Inogorodskikh, porta-voz da autoproclamada República Popular de Lugansk.

Em Luhasnk, este dia de trégua apresenta-se calmo, embora haja notícias de uma ou outra explosão, aparentemente sem vítimas.

As milícias garantem querer uma solução pacífica e os civis respiram de alívio. “Pensamos que o plano de paz é muito bom. De acordo com o plano, os civis, as mulheres e as crianças não serão visadas nem mortas. Apoiaremos sempre o caminho para uma estabilização pacífica da situação”, garante um membro não identificado das milícias.

“Os combates terminaram e tudo está pacífico”, congratula-se Lina. Esta habitante de Luhansk continua: “Agora, sabe?, as pessoas podem olhar para o chão enquanto andam. Estávamos habituados a estar sempre a olhar para o ar, por causa dos ataques. Agora podemos baixar a cabeça”.

A trégua faz parte do plano de paz do presidente ucraniano, Petro Poroshenko. Segunda-feira, um “grupo de contacto” – que inclui rebeldes, a OSCE e o ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma – debruçou-se sobre o texto.