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A "máquina" que mantém Michael Jackson "vivo" cinco anos depois da sua morte

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A "máquina" que mantém Michael Jackson "vivo" cinco anos depois da sua morte

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Passaram cinco anos desde que Michael Jackson morreu, mas a sua carreira está mais viva do que nunca.

Foi a 25 de junho de 2009 que a notícia da morte do Rei da Pop chocou o mundo. Milhares de pessoas uniram-se no último adeus ao cantor, compositor, dançarino, produtor, empresário, entre muitas outras coisas. Um adeus emocionado.

Cinco anos depois, a empresa Michael Jackson Estate, que administra os bens do falecido cantor em nome da sua mãe e dos três filhos, prospera. De acordo com um livro de Zack Greenburg, recentemente editado, que se debruça sobre o seu império, a receita ascende a mais de 700 milhões de dólares. O curioso, é que o Rei do Pop lutava ainda para evitar a falência quando morreu.

Ainda assim, trabalhou para o sucesso e alcançou-o. Dedicou-se a causas humanitárias, esteve na origem de uma mobilização internacional contra a fome graças à canção “We Are The World.

Mas para lá das canções que se tornaram de culto, como “Billy Jean” – do álbum “Thriller”, de 1982, que continua a ser o álbum mais vendido de sempre – Michael Jackson não escapou aos escândalos.

O início do século XXI foi também o começo de uma fase de terror para o músico que quase se viu obrigado a vender o rancho de “Neverland”.

Em 2003 foi condenado por abuso sexual de um menor. Dois anos depois, a justiça norte-americana absolveu-o de outras acusações que envolviam menores.

No final da década Michael Jackson parecia estar a recompor-se e, depois de anos de afastamento, estava prestes a voltar aos palcos.

Um regresso em grande. O cantor anunciou uma série de concertos em Londres que seriam vistos por mais de um milhão de pessoas. Nunca chegou a concretizar este projeto.

Depois da sua morte, a indústria criada à sua volta ganhou nova vida. A Sony assinou um contrato milionário para o lançamento de sete álbuns, em dez anos, e até o Cirque du Soleil criou um espetáculo, para Las Vegas.

Mas esta engrenagem, este motor que ainda se alimenta de Michael Jackson, foi mais longe. O cantor, ou melhor um holograma do cantor, “apresentou-se” no palco do Billboard Music Awards, em maio, para interpretar “Slave to the rhythm”, do segundo álbum póstumo “Xscape”.

Com os milagres da tecnologia Michael Jackson continua vivo cinco anos depois da sua morte.