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Iraque: Maliki recusa "governo de salvação" e prepara contraofensiva no norte

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Iraque: Maliki recusa "governo de salvação" e prepara contraofensiva no norte

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Bagdade vive um verdadeiro contrarrelógio, para travar os jihadistas. As tropas iraquianas preparam-se para uma contraofensiva no norte – para retomarem o controlo de zonas caídas nas mãos dos sunitas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Isto enquanto o grupo jihadista reivindica o controlo total da refinaria de Baiji – embora haja relatos de combates no local.

Apesar da ofensiva jihadista, o primeiro-ministro mantém-se firme. Nouri Al-Maliki afirma: “Não é segredo nenhum para os iraquianos que há um objetivo perigoso subjacente ao apelo à formação de um ‘governo de salvação nacional’, como lhe chamam. E esse objetivo é uma tentativa, por parte daqueles que se rebelam contra a constituição, de pôr fim ao jovem processo democrático, confiscar a opinião dos votantes e contornar os méritos constitucionais.”

A apoiar a decisão do primeiro-ministro iraquiano, as centenas de voluntários prontos a alistar-se no exército, e combater os jihadistas sunitas, cujo nome diz tudo: criar um Estado Islâmico do Iraque e do Levante a cavalo entre a Síria – onde lutaram contra Bashar-Al-Assad – e o próprio Iraque.

Desde a ofensiva sunita, estima-se que meio milhão de iraquianos tenha abandonado as suas casas. Segundo o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, a maioria só sobrevive graças à ajuda local e da comunidade internacional.