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Líbia regressa às urnas num clima crescente de guerra e de crise

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Líbia regressa às urnas num clima crescente de guerra e de crise

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A Líbia regressa às urnas, pela segunda vez desde a queda de Muamar Kadafi, para eleger um novo parlamento.

Um sufrágio num clima de guerra, face à divisão entre o leste e o oeste – o governo de Tripoli e os generais rebeldes em Bengazi – que agravam a situação política e a recuperação económica do país.

A participação no escrutínio, sob fortes medidas de segurança deverá ser inferior à de 2012 quando quase metade dos eleitores que participaram nas últimas eleições (2.8 milhões) estão registados nas assembleias de voto.

Em paralelo, centenas de estrangeiros estão a abandonar o território face à instabilidade crescente.

Um primeiro grupo de 248 turcos regressou ontem ao país: “nos últimos dois dias ouvimos falar do ultimato e das ameaças de morte e decidimos voltar a casa”, afirma um trabalhador deslocado da zona petrolífera de Misrata.

No domingo, um general dissidente de Bengazi, em luta contra os grupos islamitas da região, tinha dado um ultimato de 48 horas aos cidadãos turcos e do Qatar para abandonarem a região, acusando os respetivos países de “apoiar o terrorismo”.

Apesar da promessa de Tripoli de garantir a segurança dos estrangeiros, a situação ameaça a produção petrolífera líbia, abalada por vários ataques e greves nas últimas semanas.