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NATO "fecha a cortina" à Rússia à espera de uma mudança de atitude

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NATO "fecha a cortina" à Rússia à espera de uma mudança de atitude

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A Rússia vai continuar à margem da NATO, em termos de cooperação civil e militar, até que o país tome medidas reais para diminuir a tensão na Ucrânia.

A decisão foi anunciada pelo Secretário-Geral da Aliança Atlântica, esta quarta-feira, durante uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da organização em Bruxelas.

“Até hoje não assistimos a nenhuma mudança de atitude por parte da Rússia. Por isso não temos outra opção do que manter a suspensão da cooperação civil e militar com o país. A situação não regressará ao normal até que a Rússia respeite as suas obrigações internacionais”, afirmou Anders Fogh Rasmussen.

Os Estados Unidos e a União Europeia voltaram a reafirmar o apoio ao processo de paz lançado por Kiev, assim como à recuperação económica do país. Uma mensagem repetida por John Kerry durante o encontro em Bruxelas, à margem da reunião, com o seu homólogo ucraniano.

A NATO tinha decidido suspender a cooperação com Moscovo, em Abril, após a anexação da Crimeia à Rússia. A retoma das relações está agora dependente de várias condições, nomeadamente que o poder russo suspenda o apoio aos grupos separatistas, assim como à passagem de armas e combatentes ao longo da fronteira com a Ucrânia.