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Retrospetiva de Jeff Koons em Nova Iorque

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Retrospetiva de Jeff Koons em Nova Iorque

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O Museu Whitney de Arte Americana recebe uma retrospetiva de Jeff Koons, o artista que transformou o “Kitsch” em arte.

Entre as obra expostas está a série “Balloon Dog”. Um trabalho que surgiu, em 1992, como protesto por não ter sido convidado para a “Documenta – Kassel”, na Alemanha, uma das grandes mostras de arte contemporânea e moderna.

A exposição, patente neste museu de Nova Iorque, pretende chegar a um espetro de público diversificado:

“Quero que o visitante sinta uma ligação com o trabalho porque é uma arte, extremamente, acessível ao grande público, mas tem uma linguagem sofisticada que chega às pessoas do mundo da arte. Ele é um artista de exceção que pode comunicar nas duas frentes. Espero que as pessoas percebam a diversidade do seu trabalho, que há muito mais para ver, coisas que, muitas vezes, as pessoas pensam que sabem”, explica Scott Rothkopf, curador do museu.

O artista norte-americano impôs-se em meados dos anos 80. No final da década, e na seguinte, começou a controvérsia, com o seu trabalho fotográfico com a atriz pornográfica “Cicciolina”, com quem acabou por casar e descasar, enfim, viver uma relação turbulenta. Quanto à sua arte, ele pretende quebrar barreiras.

“Acho que a minha visão, dentro da arte, é tentar remover o julgamento, a crítica, fazer as pessoas abrirem-se e aceitarem-se, primeiro, e depois de aprenderem a aceitar-se, podem ir para fora e aceitar os outros. Estes objetos e imagens são metáforas para isso, metáforas para a autoaceitação e para a aceitação dos outros. Aceitar as coisas como elas são, perfeitas na sua própria essência, por aquilo que são e devem ser”, esclarece o artista.

A retrospetiva de Jeff Koons pode ser visitada, em Nova Iorque, até 19 de outubro. Do final de novembro ao final de abril, de 2015, ruma a Paris, ao Centro George Pompidou, parte depois para o Guggenheim de Bilbau, de junho a setembro.