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Ucrânia vai assinar acordo de associação com UE que irrita Rússia

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Ucrânia vai assinar acordo de associação com UE que irrita Rússia

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O presidente ucraniano assina esta sexta-feira um importante acordo comercial com a União Europeia, fonte de novas tensões com Moscovo.

A assinatura estava inicialmente prevista para novembro, com o predecessor de Petro Porochenko, Viktor Ianukovitch que, ao preferir virar-se para a Rússia, provocou o movimento de contestação que acabaria por traduzir-se na sua queda.

Em Estrasburgo, Porochenko disse que com esta “visita à assembleia parlamentar do Conselho da Europa e depois a Bruxelas, onde será finalmente assinado o acordo de associação, haverá um novo impulso de reformas e uma aproximação da Ucrânia à Europa. Será um dia histórico, tanto para os ucranianos, como para o resto do mundo”.

O Kremlin vê com maus olhos o acordo, que visa suprimir a maior parte das barreiras comerciais entre a Ucrânia e a União Europeia. A Rússia avisou que serão tomadas “medidas de proteção” se o pacto tiver efeitos nefastos para a sua economia.

O embaixador russo para a União Europeia, Vladimir Chizhov, disse ao microfone da euronews que, se houver este acordo de associação entre Kiev e os Vinte e Oito, a Rússia será “obrigada a passar para um regime não preferencial, que é o normal para a maior parte dos países do mundo”, o que significará que “a Ucrânia deixará de poder contar com um tratamento preferencial”.

A chanceler Angela Merkel afirmou, por seu lado, que uma decisão sobre uma eventual “luz verde” a novas sanções a Moscovo vai depender do relatório feito por Porochenko aos líderes europeus a respeito dos progressos no Leste da Ucrânia.