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Castelo Artstetten, o museu que conta a história do Príncipe Franz Ferdinand

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Castelo Artstetten, o museu que conta a história do Príncipe Franz Ferdinand

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O assassinato do Príncipe Franz Ferdinand, arquiduque e herdeiro do império austro-húngaro, desencadeou uma série de eventos que levaram à Primeira Guerra Mundial.

Os funerais do príncipe, e da sua esposa, decorreram em três tempos. Primeiro em Trieste, que era, na altura, a joia desta coroa, seguiram depois para Viena de Áustria e foram, finalmente, depositados na cripta da antiga residência de verão da família, o Castelo Artstetten, no mesmo país.

A atual proprietária deste monumento, a princesa Anita de Hohenberg, bisneta de Ferdinand, transformou o castelo num museu, dedicado à vida e obra do herdeiro do trono austro-húngaro, que atrai milhares de visitantes todos os anos:

“Tive a sorte de ter uma tia-avó que viveu uma vida longa e me relatou as histórias da época. Contou-me que o meu bisavô costumava brincar com os filhos, aqui. Eles tiveram uma infância de ouro, muito equilibrada. Tenho uma ideia muito positiva dele enquanto homem”, conta Anita Hohenberg.

Franz Ferdinand estava, profundamente, envolvido nas questões de Estado quando foi morto, ele sabia o que queria e tinha objetivos muito bem definidos:

“O interessante é que Franz Ferdinand, enquanto herdeiro do trono, estava muito familiarizado com os problemas, externos e internos, da monarquia. Ele tinha o seu próprio gabinete sombra, em Belvedere. E tinha ideias muito precisas e importantes para a reestruturação da monarquia. Supõe-se que ele era favorável a uma solução tripartida. Era preciso reforçar, não apenas o lado austríaco e uma parte do húngaro mas também o elemento eslavo”, explica Christian Ortner, do Museu de História Militar, de Viena.

O assassinato do arquiduque desencadeou aquele que seria um dos momentos mais dramáticos da história mundial, um conflito que matou mais de oito milhões de pessoas.