Última hora

Última hora

Gazprom ameaça europeus

Em leitura:

Gazprom ameaça europeus

Tamanho do texto Aa Aa

No dia em que a Ucrânia se aproxima da Europa, a Gazprom deixa uma ameaça aos europeus. O gigante russo poderá limitar o abastecimento às companhias europeias que forneçam gás à Ucrânia, no chamado “fluxo inverso”.

A Gazprom interrompeu o abastecimento à Ucrânia a 16 de junho, por falta de pagamento. E Kiev virou-se para países europeus para recomprar gás russo, a partir do outono, mas a um preço inferior ao que lhe é exigido por Moscovo.

Um terço do gás consumido na Europa provém da Rússia e, no caso de alguns países do norte e centro da Europa, a dependência do gás russo é total.

Em dia de assembleia geral, o presidente da Gazprom, Alexey Miller, afirmou que “fisicamente não há um fluxo inverso”, mas acusa: “o gás russo está a ficar na Ucrânia. A Ucrânia usa o gás como se fosse seu”. Miller acrescenta: “Penso que, num futuro próximo, quando provavelmente introduzirmos limitações às entregas de gás, seremos capazes de ver se há um fluxo inverso”.

A Gazprom ameaça também interromper totalmente o abastecimento através da Ucrânia, por onde passa cerca de metade do gás destinado à Europa, acenando assim com uma repetição dos acontecimentos de 2006 e 2009.

No diferendo com Kiev, a Gazprom recusa voltar a mesa das negociações enquanto a Ucrânia não pagar o que deve.