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Marrocos: Festival Timitar promove a paz

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Marrocos: Festival Timitar promove a paz

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A 11ª edição do Festival Timitar, em Agadir, no Sul de Marrocos, reúne sons berberes e músicos do mundo, para promover a paz internacional.

A Associação Imdoukan promove o Ahidous, uma dança de celebração:

“O Ahidous é uma arte que herdámos dos nossos antepassados ​​e que devemos preservar. Esperamos que as futuras gerações mantenham viva esta arte, porque faz parte do património popular”, explica Hamid Ben Bassou o presidente desta associação.

Rayssa Naima Tisslatine é uma das mais emblemáticas intérpretes da música berbere. Do seu repertório fazem parte antigos mestres desta música:

“Nós aprendemos esta arte com outros artistas. Trabalhamos com eles em estúdios e cantamos em coros. Estamos a tentar preservar este tipo de arte, a promovê-la entre os jovens e mesmo os mais velhos. Temos admiradores mesmo entre as gerações mais velhas porque tentamos inovar este património tradicional”, diz a cantora.

“O espírito Timitar vem desde a primeira edição, os artistas berberes acolhem outros, de várias partes do mundo. Todos os anos, o melhor da música Qmazir chega a este palco que, ao mesmo tempo, é um ponto de encontro com músicas produzidas no mundo inteiramente”, explica o Diretor artístico do festival.

Um dos nomes internacionais que participou no festival, este ano, foi a estrela do reggae Alpha Blondy, da Costa do Marfim. Aos 61 anos, o compromisso com a música tem motivações políticas:

“Dirijo-me a toda a família política Africana. A paz é o tesouro dos países africanos, eles não podem dar-se ao luxo de fazer a guerra. Os nomes que estão aqui fazem-no para incentivar a paz, estamos aqui para promover a paz e convidamos todos os que caminham nesse sentido a juntarem-se a nós, para que alcancemos esse fim”, explica o intérprete.

Um dos artistas árabes mais populares do evento foi o egípcio Hany Shaker. Conhecido pelas canções românticas, ele afirmou que quer ver os países árabes unidos nas crescentes tensões no Médio Oriente:

“Neste momento, precisamos estar unidos. Não devemos estar divididos. Precisamos unir esforços, para sermos capazes de lidar com todos os problemas que o mundo árabe enfrenta”, desabafa o cantor.

Embora seja uma das formas mais antigas de música, do norte de África, os sons berberes marroquinos não conquistaram ainda o lugar que merecem. Este festival promete comemorar esta herança musical.