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Argentina: O risco de nova falência

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Argentina: O risco de nova falência

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Treze anos depois, a Argentina corre o risco de entrar de novo em falência. Isto poderá acontecer no final de Julho, se Buenos Aires não chegar a acordo com os fundos especulativos norte-americanos NML Capital e Aurelius Management.

Os dois fundos, que adquiriram dívida argentina a baixo custo após a falência de 2001, rejeitam o acordo de reestruturação da dívida e exigem a totalidade do dinheiro: cerca de mil milhões de euros.

O juiz norte-americano Thomas Griesa deu-lhes razão e impediu a Argentina de efetuar, esta segunda-feira, um pagamento aos credores que tinham aceitado a reestruturação da dívida.

O governo argentino denuncia uma “extorsão” e Organização de Estados Americanos reúne-se de emergência para discutir o caso, que pode levar outros credores a exigir o mesmo tratamento. Isso representaria entre 15 e 43 mil milhões de dólares.

Um precedente que faria subir a fatura da Argentina, quando as reservas do Banco Central são de 28 mil milhões de dólares e o país acumula indícios de uma recessão económica já a partir do segundo trimestre.

Entre 2005 e 2010, a Argentina encontrou um acordo com 93% dos credores privados. Estes aceitaram perdoar 70% da dívida.