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Califado no Iraque pretende expandir Estado islâmico

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Califado no Iraque pretende expandir Estado islâmico

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O avanço do Estado Islâmico no Iraque confirma que o sectarismo se instalou de vez no território e está a apagar todas as fronreiras dos mapas.
Depois de assumir o controlo de Fallujah, a 13 de janeiro, num ponto desconhecido da fronteira com a Síria, os jihadistas do EIIL lançaram uma ofensiva fulgurante, no dia 9 de junho.
A província de Diyala está sob controlo dos radicais islâmicos, assim como a província de Ninive, no norte, com a sua capital, Moussoul.
O EIIL reivindica o controlo de uma zona que abrange Raqqa, na Síria, até às portas de Bagdade. É o suficiente para proclamar um califado, que promete expandir até ao Mediterrâneo e mesmo ao Irão.
Estes radicais nunca prometeram obediência ao chefe da Al Qaida, Ayman al-Zawarhiri, mas partilham a mesma ideologia jihadista e querem que o seu Estado islâmico ultrapasse as fronteiras atuais.
Charles Lister, do Brookings Doha Centre, calcula que os ativistas atinjam os 7mil combatentes na Síria, podendo ir até 6 mil no Iraque.
O EIIL também é o grupo mais rico de guerrilheiros islâmicos do mundo, o que explicaa surpreendente progressão no Iraque. Firas Abi Ali, responsável do “MENA Country Risk IHS”, explica de onde vem o dinheiro:
“Os financiamentos deste autêntico exército permitiram que se impusesse em força em grande parte do território; com dinheiro foi fácil convencer simpatizantes e comprar fidelidades, corromper outros grupos para lutar lado a lado”.
“Os financiamentos provêem de alguns poços de petróleo da Síria e da extorsão a empresas que operam em cidades do Iraque.
Estes radicais estão a ser financiados por doadores individuais, a maioria do Golfo Pérsico.
Todos os países vizinhos estão em alerta, nomeadamente a Jordânia.