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BNP Paribas: um "mea culpa" de 8,97 mil milhões de dólares

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BNP Paribas: um "mea culpa" de 8,97 mil milhões de dólares

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O maior banco francês aceitou pagar uma multa milionária nos Estados Unidos para evitar um processo por violação das sanções internacionais norte-americanas e falsificação de documentos.

O BNP Paribas confirmou esta segunda-feira ter chegado a um acordo para pagar 8,97 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros) de multa depois de ter reconhecido ter encoberto transações financeiras com países como Sudão, Cuba e Irão.

Para o responsável da justiça norte-americano, Eric Holder, “esta decisão deve enviar uma mensagem forte às instituições do mundo inteiro que fazem negócios com os Estados Unidos de que qualquer ação ilegal não será tolerada e se for dissimulada será punida pela lei”.

Entre as sanções aplicadas por Washington ao banco, que reconheceu ontem todas as acusações, encontra-se ainda a suspensão das transações em dólares durante o ano de 2015, nos mercados do petróleo e do gás.

Treze responsáveis das operações do banco nos EUA vão igualmente abandonar as suas funções, entre os quais um dos diretores gerais do grupo, Georges Chodron, à luz do acordo amigável.

Outros dois bancos franceses, a Société Générale e o Credit Agricole lançaram já investigações internas às transações em dólares com países sob sanções norte-americanas, num momento em que poderiam igualmente ser visados por Washington.

A multa paga pelo BNP Paribas é considerada como “um mal menor” para o governo francês que assegurou ontem que o acordo permite preservar a estabilidade do BNP Paribas.

As transações ilegais investigadas por Washington totalizavam mais de 30 mil milhões de dólares, um valor que, transformado em multa poderia abalar os pilares de uma instituição financeira crucial para a economia francesa.