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Israel reage à execução dos adolescentes e isola Hamas

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Israel reage à execução dos adolescentes e isola Hamas

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A morte de três adolescentes constituiu um ato odioso que Israel conta retaliar. O Hamas será o alvo principal das represálias, mas o governo israelita também visa a Autoridade Palestiniana, como se depreende do desafio do porta-voz Mark Regev:
“Esta atrocidade é o resultado direto da decisão tomada pelo presidente Abbas para se unir ao Hamas, o que lhe permite o regresso à Cisjordânia. Apelamos ao presidente Abbas para romper a aliança com o Hamas, sem equívocos e imediatamente.”
Israel não digeriu mais esta reconciliação, em abril, entre o movimento terrorista e o Fatah de Mahmoud Abbas. Uma reconciliação que conduzia à formação de um governo de coligação, na Cisjordania e em Gaza, e servia para juntar os irmãos desavindos desde a tomada do poder em Gaza pelo Hamas, em 2007. O rapto dos três jovens suscitou a imediata reação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu:
“Em vez de fazer a paz com Israel, faz a paz com o Hamas. Tem de escolher: se quer a paz com o Hamas ou a paz com Israel. Pode escolher um mas não o outro. Espero que escolha a paz, o até agora não fez”.
O Hamas, que não reivindicou as mortes mas também não desmentiu qualquer envolvimento, não deve continuar a ter o apoio do Fatah num contexto bélico. Muitas vozes se elevam a favor da erradicação do movimento. Até o Egito o abandonou, declarando-o fora-da-lei.
Os dois suspeitos procurados ativamente pelas forças de segurança israelitas são alegadamente membros do Hamas, de um clã da região de Hebron. A esse clã coube a responsabilidade de torpedear os esforços de paz israelo-palestinianos à força de atentados-suicida. O Hamas nunca denunciou ninguém deste clã.