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Japão prepara-se para abandonar pacifismo constitucional

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Japão prepara-se para abandonar pacifismo constitucional

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A coligação governamental japonesa aprovou o plano que vai permitir o envio de tropas para auxiliar os seus aliados no estrangeiro, uma medida que pode ser considerada como o primeiro passo para acabar com o caráter pacifista da política militar nipónica.

O plano preocupa uma parte dos japoneses, mesmo assim é uma vitória para o primeiro-ministro Shinzo Abe.

“A atmosfera que rodeia o Japão está a tornar-se cada vez mais severa. Para estarmos preparados para qualquer eventualidade, precisamos de desenvolver legislação adequada que garanta a segurança que protege as vidas das pessoas e permite um dia-a-dia pacifico”, declarou Abe.

A China reagiu à mais que provável alteração constitucional japonesa pedindo a Tóquio que respeite as preocupações dos vizinhos asiáticos e que não danifique a soberania nacional chinesa, bem como a paz e estabilidade regionais.

As disputas em torno de ilhas no mar do sul da china são um dos pontos de discórdia. Aliás, são vários os países da região que sentem ressentimentos sobre o passado colonial japonês, como na Coreia do Sul onde foi organizado um protesto em frente à embaixada nipónica.

A Constituição japonesa foi originalmente redigida em 1947 após a II Guerra Mundial com o objetivo, entre outros, de acabar com a cultura militarista do país do sol nascente.