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Kiev declara guerra aos separatistas

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Kiev declara guerra aos separatistas

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As Forças Armadas ucranianas retomaram hoje a operação “antiterrorista” contra os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia. Uma série de ataques contra as bases e os redutos separatista de Slaviansk foram lançados.

No campo de batalha, a situação permanece inalterada em relação aos últimos dias de cessar-fogo, nos quais foram registados muitos incidentes, com trocas de acusações de ambos os lados.

O incidente mais grave desde o fim do cessar-fogo acontece em Kramatorsk, na região de Donetsk, onde tiros de de origem desconhecida causaram quatro mortos.

“Eu não sei quem são os que lutam. Nós estamos aqui, estamos com medo e muito agitados. Há cerca de 150 pessoas no corredor do hospital, pessoas idosas. Lá, pode saber quem são os que disparam”.

Na tentativa de tranquilizar os habitantes das zonas separatistas, Poroshenko prometeu que as forças ucranianas não vão atirar nos bairros residenciais.

Na sua declaração de guerra contra o terrorismo, o presidente ucraniano teve o cuidado de não culpar, nem mencionar a Rússia, considerada por Kiev e pelo Ocidente responsável, em parte, pela agitação separatista.

“Vamos atacar e libertar a nossa terra. A não extensão do plano de cessar-fogo é a nossa resposta aos terroristas, rebeldes e saqueadores, a todos aqueles que matam civis e torturam. Temos a economia do país paralisada, estão a destruir tudo. Não há pagamento de salários, pensões e bolseiros. Estão a fazer explodir a estação ferroviária e destruir canos de água, você privar as pessoas de uma vida normal, pacífica.

Na sua declaração de guerra contra o terrorismo, o presidente ucraniano teve o cuidado de não culpar, nem mencionar a Rússia, considerada por Kiev e pelo Ocidente responsável, em parte, pela agitação separatista.
Poroshenko exige contudo a libertação dos sequestrados por parte dos separatistas