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"Não se trata de um Estado Islâmico, mas de um Estado terrorista"

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"Não se trata de um Estado Islâmico, mas de um Estado terrorista"

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A proclamação do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que anunciou a criação de um califado entre a Síria e o Iraque, foi seguida de reações diversas. Os Estados Unidos desvalorizam-na, mas pedem consenso político no governo iraquiano e pretendem mobilizar mais 200 soldados para proteger Bagdad, a juntarem-se aos 300 conselheiros militares deslocados. Os rebeldes sírios qualificam esta instauração de “vazia”.

No mapa, os jihadistas reclamam um vasto território que se estende do norte da Síria, perto de Alepo, até ao leste do Iraque, junto a Dyala. O analista político Marwan Shehadeh considera que este anúncio “dá uma justificação aos combatentes para matarem todos aqueles que se lhes opuserem e não jurarem fidelidade ao califa Abu Bakr al-Baghdadi.”

Na capital iraquiana, um habitante afirmava que o povo “rejeita esta implementação liderada por Abu Bakr al-Baghdadi porque não se trata de um Estado islâmico, mas sim de um Estado terrorista.”

No terreno, prossegue a ofensiva para retomar o controlo de Tikrit, enquanto se reforçam as barreiras nos acessos a Bagdad. Só no mês de junho, cerca de duas mil pessoas foram mortas no Iraque.