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The Corner: França e Alemanha marcam "quartos" para sexta-feira no Brasil

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The Corner: França e Alemanha marcam "quartos" para sexta-feira no Brasil

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A França e a Alemanha vão enfrentar-se sexta-feira naquele que é, até ver, o único duelo europeu dos quartos-de-final do Mundial de futebol. No primeiro jogo deste penúltimo dia dos oitavos-de-final da “Copa” do Brasil, os “galos” enfrentaram a Nigéria e venceram, por 2-0. Duas horas depois, e com direito a tempo extra, num dos jogos mais intensos deste torneio até à data, a Alemanha foi colocada em sentido pela Argélia, mas no prolongamento, com golos a abrir e a fechar, os germânicos venceram os norte-africanos, por 2-1, e garantiram vaga nos “quartos.”

Foi com um golo de Paul Pogba, aos 79 minutos, que a França abriu, em Brasília, o caminho para os quartos-de-final do Mundial de Futebol. Diante da Nigéria, os “galos” tiveram de suar para conseguir bater Eneyama, uma das figuras do jogo. Foi, no entanto, a partir de uma intervenção infeliz do guarda-redes nigeriano que o médio da Juventus abriu o marcador.

Nos descontos, um auto golo do nigeriano Joseph Yobo fixou o 2-0 final, que coloca a França, pela sétima vez, nos quartos-de-final de um Mundial de futebol, onde vai defrontar sexta-feira a Alemanha.

Em Porto Alegre, após 90 minutos a “seco”, foi com um golo de Andre Schürlle a abrir o prolongamento que os germânicos se colocarem em vantagem sobre a Argélia, que estava a conseguir uma exibição portentosa sobre um dos maiores favoritos ao título. Sobre os 120 minutos, numa jogada de insistência, Mesut Özil adiantou os carrascos de Portugal, de nada valendo o golo argelino, já nos descontos, marcado por Djebou.

O Alemanha-França de sexta-feira marca o primeiro embate entre estas duas seleções num campeonato do Mundo depois da reunificação germânica após a queda do muro de Berlim. A ultima vez que franceses e alemães se tinham enfrentado num mundial foi nas meias-finais do México (1986), com vitória da antiga RFA, por 2-0. Sexta-feira, mais um campeão do mundo está condenado a ficar fora da corrida ao título deste ano.

Messi contra Shaqiri

Esta terça-feira, entretanto, vamos ficar a saber quais são as duas últimas seleções a completar o lote dos quartos de final. Argentina, Suíça, Bélgica ou Estados Unidos: apenas duas vão continuar em prova e manter vivo o sonho de chegar à final da Copa.

A um golo de igualar a marca dos 5 marcados por Diego Maradona, no mítico mundial de 1986, Lionel Messi está nas boas graças do selecionador Alejandro Sabella, a caminho do jogo com a Suíça, a contar para os oitavos-de-final do Mundial de futebol.

O treinador da “albiceleste” privilegia o ataque, mas avisa que é preciso “equilíbrio”. “No futebol, tem de haver de tudo: atacar e defender. É preciso encontrar um equilíbrio. Se defendes mal, é difícil que ataques bem. Se atacas mal, é difícil que defendas bem”, defendeu Sabaella, acrescentando que “o futebol moderno pede equipas curtas” e garantindo que é isso que vai tentar apresentar esta terça-feira, em São Paulo, sendo que “ganhar o Mundial é a motivação principal.”

A dúvida na Argentina é Sergio Agüero, que se lesionou no derradeiro embate da fase de grupos contra a Nigéria. Ezequiel Lavezzi, que o substituiu na partida, deverá ser a alternativa que Sabella está a preparar para a eventual baixa de Agüero. “A particularidade de Lavezzi é que podemos utiliza-lo de duas maneiras: como avançado ou como ‘volante’ pela direita ou pela esquerda. Podemos usar dois esquemas com o mesmo jogador”, destacou o selecionador, que, no entanto, no derradeiro treino já no relvado do jogo recorreu a Maxi Rodríguez entre no “onze” em detrimento de Lavezzi.

Para os helvéticos, este será o osso mais duro de roer no Mundial e, ainda por cima, num jogo de tudo ou nada. A Suíça tem apenas um lesionado, o médio Mario Gavranovic, mas não será por aí que Ottmar Hitzfeld terá problemas para escolher o “onze”. Já o castigo ao portista Defour retira criatividade aos suíços.

As esperanças da equipa estão, contudo, centradas em Xherdan Shaqiri, o jovem avançado de vinte e dois anos do Bayern de Munique e que no último jogo da fase de grupos abriu o livro, assinando um “hat trick” diante das Honduras. Conhecido como “o Messi dos Alpes”, Shaqiri está ainda longe do nível do original argentino e este. o 10 argentino, é, claro, a maior dor de cabeça dos suíços porque, embora não esteja a realizar grandes exibições, tem marcado golos e decidido jogos.

A juventude diante do “soccer”

A Bélgica entra nestes oitavos-de-final como a mais jovem seleção em prova e uma das mais pragmáticas. Apontada à partida como uma das grandes candidatas a surpresa, a verdade é que, sem nunca ter deslumbrado, fechou a fase de grupos com três vitórias e uma das melhores defesas da competição. Na véspera de enfrentar um dos carrascos de Portugal no Mundial, os Estados Unidos, a Bélgica promete manter-se fiel ao pragmatismo.

“Algumas pessoas diziam que a Espanha era maravilhosa. Eles ficaram seis anos no topo e ganharam tudo, mas depois perderam. Temos 11 vitórias e 2 empates. Antes, ganhámos os jogos particulares e deixámos as pessoas reclamarem o quanto quiseram. Não nos importámos. Se não ganharmos agora, podemos ganhar daqui a alguns anos”, desdramatizou o selecionador Marc Wilmots.

O médio Eden Hazard é a principal referência do talento belga neste torneio, bem apoiado na excelência tática, por exemplo, do ex-Benfica Witsel. Mas a defesa vai ter de ser reformulada para o embate com os “yankees”. Vermaelen está lesionado e é baixa confirmada. Kompany está em dúvida.


Do lado dos Estados Unidos, Jozy Altidore está recuperado da lesão sofrida logo no jogo inaugural do Mundial, diante do Gana. O avançado pode, por isso, reforçar a capacidade ofensiva dos americanos, que têm contado, sobretudo, com a pontaria de Clint Dempsey. “A possível de poder contar com ele é fantástica”, atirou o selecionador Jurgen Klinsmann.

Na conferência de antevisão do jogo, o treinador alemão revelou alguma preocupação face ao árbitro escolhido, o argelino Djamel Haimoud, por este falar o mesmo dialeto de boa parte dos belgas: francês. “Ele fez dois jogos e esteve muito bem, esperamos que continue assim. Mas não é confortável porque a Argélia e a Bélgica estavam no mesmo grupo, ele fala francês com os jogadores belgas e não connosco”, lamentou Klinsmann, recordando ainda que a Argélia foi derrotada no último Mundial pelos Estados Unidos como fator que pode influenciar o uso do apito.

O avançado Dempsey fixou-se no plano desportivo. “Ganhámos confiança por nos termos apurado num grupo muito difícil. Mesmo quando perdemos (Alemanha) ou empatámos (Portugal), mostrámos personalidade e lutámos até final. Contra Portugal aprendemos que temos de nos manter alertas durante os 90 minutos e dar o nosso melhor o tempo todo. Nestes ‘play off’ tudo é possível e os jogos podem ser mais longos”, avisou o melhor marcador dos “yankees”, com dois golos, um deles a Beto.


A louca previsão da euronews

A cada dia de competição, a equipa de desporto da euronews tem realizado um género de jogo do adivinha para o qual convidamos todos a participar. Para tal, deve ligar-se através das nossas redes sociais e, como nós, apostar nos resultados que acredita poderem acontecer, por mais improváveis que lhe pareçam.

Desta vez, por exemplo, no balanço das apostas efetuadas por cada um dos representantes das 13 línguas em serviço simultâneo aqui na euronews, previmos que a Suíça vai protagonizar uma das grandes surpresas destes oitavos-de-final: eliminar a Argentina, de Garay, Rojo e Messi.

Na outra partida, e com o mesmo resultado de 2-1, a Bélgica irá cair perante o “soccer” dos Estados Unidos. Sublinhamos, uma vez mais, que estas são meras previsões, sem qualquer conhecimento de futurologia ou bolas de cristal. Se não concorda, diga-nos as suas previsões recorrendo, nas nossas redes sociais (Twitter e Facebook), ao “hashtag” #thecornerscores.

Doces insultos em forma de rebuçados

As equipas já eliminadas nestes Mundial têm regressado a casa a conta-gotas. Espanha, Portugal e Itália, por exemplo, já estão de férias e escaparam à ira dos adeptos. O mesmo não se passou na Coreia do Sul.

A seleção asiática aterrou em Seul esta segunda-feira e foi recebida com apupos pelos adeptos que esperavam muito mais da presença da equipa neste Mundial do Brasil. Mas houve mais do que simples apupos, no aeroporto internacional de Incheon. Alguns adeptos fizeram cair sobre os jogadores uma chuva de rebuçados, gesto que nos garantem simbolizar para os coreanos algo como “vão-se lixar”. Os jogadores parecem ter aceitado as críticas e os rebuçados com naturalidade.

Por oposição, não muito longe do Brasil e após uma viagem não tão longa, claro, como os sul-coreanos, a equipa do Chile foi recebida em festa, em Santiago, depois de ter sido eliminada pela equipa de Scolari nos penáltis, nestes oitavos-de-final.

Com Arturo vidal à cabeça, os jogadores chilenos, que ficaram muito perto de eliminar o “escrete” foram enaltecidos como verdadeiros heróis. O que nos leva a pensar, como seria se o Chile tivesse ganho o Mundial?