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Carlos do Carmo e Ney Matogrosso distinguidos com Grammy de carreira

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Carlos do Carmo e Ney Matogrosso distinguidos com Grammy de carreira

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“Cada um deles é verdadeiramente um mestre do seu género e estamos ansiosos por recebê-los na lista de artistas icónicos que reconhecemos antes deles”. Assim escreveu Gabriel Abaroa Jr., o presidente da Latin Academy of Recording Arts and Sciences, no comunicado em que foram apresentados os sete eleitos para receber o Grammy de carreira (, este ano, em Las Vegas, a 19 de novembro. Entre eles, estão o fadista português Carlos do Carmo, de 74 anos, e o multiartista brasileiro Ney Matogrosso, de 72.

O português – o primeiro a receber tal distinção – é descrito como “um dos maiores cantores de fado da sua geração”, sendo destacada na apresentação do artista a influência que teve nele a mãe, Lucília do Carmo, “uma cantora lendária”, sublinha o texto oficial na página internet dos Grammys latinos. “O distinto estilo de cantar de Carlos do Carmo é marcado por um timbre especial na sua voz ao lado de uma afinidade pessoal à Pop francesa e a Bossa Nova brasileira, gerando um inigualável e preciso som que o distingue como uma das mais emblemáticas vozes da música portuguesa”, lê-se ainda na página oficial dos Grammys latinos.

Para o Presidente da Câmara de Lisboa, “este prémio enche ainda mais de orgulho a cidade, os lisboetas e todos os que gostam de Carlos do Carmo, da sua música, da sua voz e do seu fado”. “É um dos artistas a quem Lisboa e Portugal mais devem”, sublinhou António Costa, acrescentando que “depois da consagração pela UNESCO, esta distinção pela indústria discográfica [a Carlos do Carmo] é um novo e decisivo contributo para a internacionalização do fado e de todos os seus artistas.”

Quanto Ney Matogrosso, a Latin Recording Academy começa por lembrar que a revista Rolling Stone o coloca como “um dos três maiores cantores brasileiros de todos os tempos”. “Gravou cerca de 50 álbuns durante uma carreira que vai para além das quatro décadas. Inspiradon pelo movimento Glam Rock dos anos 70, Matogrosso tornou-se membro do grupo Secos & Molhados. Com a sua rara voz de contratenor, as suas atuações enérgicas e a excentricidade, ele e o grupo tornaram-se de um dia para o outro numa sensação”, recorda o texto na página Latin Grammy, concluindo que o músico evoluiu para “um muito sério e respeitado artista através da interpretação de clássicos.”

Para lá de Carlos do Carmo e Ney Matogrosso, os Grammys latinos de carreira (“Lifetime Achievement Awards”) vão ainda distinguir este ano o músico cubano Willy Chirino, de 67 anos; o mexicano César Costa, de 72; o Duo Dinâmico, de Espanha; os norte-americanos de inspiração mexicana Los Lobos; e a argentina Valeria Lynch. A Latin Recording Academy, que distribui os Grammys latinos, vai ainda entregar um prémio especial designado “Trustees Award” ao italiano André Midani e ao venezuelano Juan Vicente Torrealba, pelas respetivas contribuições extra-interpretação para a indústria discográfica.