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Lendas que voam

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Lendas que voam

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O aeródromo de La Ferté-Alais nasceu há mais de 80 anos para se tornar num dos santuários da aviação vintage, onde os aficionados partilham a paixão por estes aparelhos que há muito cruzam os céus. Alguns são ainda os originais, outros foram construídos com peças localizadas aqui e ali.

Baptiste é o neto de Jean-Baptiste Salis, o homem que criou este aeródromo, a 40 quilómetros de Paris: “Aqui sente-se o peso da história. É extraordinário pilotar um avião com 100 anos de idade. Algumas destas máquinas continuam a ter um desempenho muito bom, ao contrário do que se possa pensar. É emocionante sentir a história que emana destes aviões.”

Uma das grandes inspirações de Jean-Baptiste Salis vinha da primeira travessia aérea do Canal da Mancha, efetuada por Louis Blériot. O aparelho faz agora parte da coleção da família Salis que também providencia aviões para a indústria cinematográfica.

“Sempre construímos aviões para o cinema. Atrás de nós temos uma estrela que participou no filme “O Ás dos Ases”, com Jean-Paul Belmondo. Era preciso uma réplica performativa, que pudesse voar nas mais variadas condições. Portanto, recriámos um modelo antigo, com um motor e travões modernos”, conta Baptiste.

Gaelle Damico é uma das poucas mulheres em La Ferté-Alais. Ela voa num Stampe SV4, um avião que data de 1946 e que pertenceu às Forças Aéreas belga e francesa. Segundo Gaelle, “são aviões muito ligeiros, os comandos são muitos sensíveis se compararmos com as máquinas modernas; é preciso ter muito cuidado ao controlá-lo.”

Estes aviões voam quando o tempo está mais ameno e não há vento, sobretudo no verão. Esta é, portanto, a altura de ver estes objetos históricos no céu.